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DO SOLDADO AO CORONEL, UNIDOS PELA PMESP!

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30 de ago de 2014

'Vamos lá, machão', provoca pai em vídeo que mostra Bernardo com faca

Peritos analisaram três celulares do casal e recuperaram imagens.
Menino foi assassinado em abril; quatro pessoas estão presas pelo crime.


Dois novos vídeos de 2013 mostram brigas entre Bernardo e o pai, Leandro Boldrini. As gravações foram feitas pelo celular do médico e recuperados pela perícia. O menino de 11 anos foi assassinado em abril. O pai e a madrasta, Graciele Ugulini, estão presos por envolvimento no crime. As imagens são fortes. Em um trecho, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão (assista ao vídeo acima). Os arquivos foram obtidos pelo jornal Zero Hora.
Em um dos vídeos, de junho de 2013, o médico provoca o filho. "Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão", afirma. Com uma faca na mão, Bernardo pede que o pai pare de gravar imagens suas com o celular. De acordo com a polícia, Leandro e Graciele fizeram as imagens para mostrar que o menino tinha comportamento agressivo.
Imagens mostram nova briga entre pai e menino (Foto: Reprodução/G1)Imagens mostram nova briga entre pai e
menino (Foto: Reprodução/G1)
De acordo com o Instituto Geral de Perícias, seis equipamentos de propriedade do casal foram analisados: quatro aparelhos celulares, sendo que um deles estava danificado, um GPS e um tablet. O trabalho foi desenvolvido em duas semanas entre processamento e geração de laudos e anexos.
A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo. Na segunda gravação, Bernardo chora, escondido dentro de um armário.
Veja a transcrição do vídeo
Leandro: Abre a porta aqui, eu quero te mostrar uma coisa.
Bernardo: Não quero escutar nada.
Leandro: Não seja tão agressivo.
Bernardo abre a porta do banheiro: Porque tu é um idiota.
O menino pega uma faca
Leandro: É contigo. Tu tá agindo pelos teus próprios atos. Vamos, vai. Vamos ver se tu é corajoso. Isso aqui vai ser mostrado para quem tu quiser saber. Vamos, machão.
Bernardo vai para outro cômodo e abre um armário.
Bernardo: Não tem o que eu quero.
Leandro: O quê
Bernardo: Álcool.
Leandro: Para quê?
Bernardo: (inaudível). Não te interessa.
Em seguida, ele aponta a faca na direção do pai.
Leandro: Baixa essa faca. Baixa essa faca, rapaz.
Bernardo: Não abaixo.
Leandro: Faz alguma coisa comigo com essa faca comigo que tu vai ver.
Bernardo: Tá bom, então segura esse telefone.
Leandro: Larga isso, rapaz.
Bernardo: Não largo.
Leandro: Larga, tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô.
Leandro: Tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa.
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa. Te odeio igual.
Leandro: Para com isso, rapaz. Para
Bernardo:(inaudível) Medroso...
Leandro: Para com isso. Para, rapaz. Tira essa faca.
Bernardo: Não, então dá o telefone.
Leandro: Não, o telefone é uma coisa minha. Inventa de fazer uma coisa comigo. Faz, faz!
Bernardo: Medroso.
Leandro: Tá, encerrou? Encerrou?
Bernardo: Não.
(Bernardo sai e pega um facão)
Leandro: Terminou teu show? Terminou teu show?
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa esse facão, rapaz.
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa essa merda, ai rapaz! Baixa essa merda, ai rapaz!
Bernardo: Então apaga o vídeo.
Leandro: Então tu primeiro larga essa coisa no chão.
Bernardo: Então para o vídeo. Senão eu não vou parar.
Leandro: Eu mando em você. Eu mando.
Bernardo: Tira o vídeo!
Leandro:  Tirei.
Na quinta-feira, vídeo de briga com casal e menino foi divulgado
Na quinta, o G1 teve acesso a outro  vídeo que mostra uma briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele. As imagens foram gravadas no celular do pai do menino em agosto de 2013.  O vídeo capta os pedidos de socorro de Bernardo, de 11 anos, assassinado em abril deste ano.

O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.


É possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.
GNews - Menino Bernardo (Foto: globonews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em uma
cova  (Foto: Reprodução)
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Do G1 RS

MP apura se policial colaborava com Abdelmassih e rede de informantes

Interceptação telefônica gravou ex-médico dizendo apelido de agente de SP.
Secretaria da Segurança Pública determinou investigação sobre o caso.

Roger Abdelmassih era procurado no programa de recompensas (Foto: Reprodução / Web Denúncia)Roger Abdelmassih era procurado no programa de
recompensas (Foto: Reprodução / Web Denúncia)
O Ministério Público (MP) investiga se um policial de São Paulo colaborava com Roger Abdelmassih e sua rede de informantes para que o ex-médico, condenado a 278 anos de prisão por estupros e foragido da Justiça brasileira, continuasse escondido no Paraguai.
Procurada pela equipe de reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que também irá investigar o caso.

Os promotores têm interceptações telefônicas que flagram Abdelmassih dizendo a um parente o apelido desse policial. Em uma delas, o ex-médico diz que o agente é "amigo" de um dos seus colaboradores financeiros, e ainda "trabalharia junto à Secretaria da Segurança Pública", na capital paulista. Não há confirmação, no entanto, se o funcionário público pertence à Polícia Civil ou é da Polícia Militar.
Na conversa por telefone, gravada com autorização judicial, Abdelmassih diz que o policial poderia ser procurado por seu grupo para vazar dados sigilosos das 15 denúncias que o Programa de Recompensas recebeu sobre possíveis paradeiros do ex-médico. O áudio não menciona dinheiro em troca das informações.
O grampo ainda mostra Abdelmassih pedindo para o familiar acionar seu grupo de colaboradores para procurar o policial e confirmar com ele os locais das denúncias. Desse modo, acreditava ser possível saber se alguma delas indicava o ponto exato onde o ex-médico estava. A escuta não mostra se os informantes encontraram o agente e se ele passou os dados.

Abdelmassih se diz "abatido", na interceptação, e demonstra preocupação se alguma das denúncias feitas pudesse revelar seu esconderijo. O ex-médico comenta, por exemplo, sobre a possbilidade de a Polícia Federal (PF) estar envolvida nas buscas a ele.
Grampo
A gravação ocorreu duas semanas antes de Abdelmassih, de 70 anos, ser preso neste mês em Assunção. Na capital paraguaia, ele usava o nome falso de Ricardo Galeano e morava numa casa alugada de alto padrão com a mulher, a ex-procuradora da República Larissa Sacco, de 37, e os filhos gêmeos do casal.
Indagado pela equipe de reportagem, o advogado Arles Gonçalves Jr, presidente da Comissão de Segurança da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, afirmou que se for comprovado que um policial repassou para um procurado informações sigilosas de denúncias do paradeiro dele, o agente será responsabilizado criminalmente.
“O policial poderá responder por crimes, por exemplo, como favorecimento a fuga de criminoso, obstrução da Justiça, formação de quadrilha, quebra de sigilo”, afirmou Gonçalves Jr. "Ou corrupção, se ele recebeu dinheiro por isso".
Se ficar demonstrado que Abdelmassih e sua rede de informantes tentaram cooptar agente público, eles também poderão responder por crimes. “Poderiam entrar como favorecimento pessoal e formação de quadrilha”, disse o advogado.
Defesa
A equipe de reportagem não localizou a defesa do ex-médico para falar sobre o assunto.  Condenado por estuprar e abusar sexualmente 37 ex-pacientes, Abdelmassih cumpre pena na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista.
O ex-médico sempre negou as acusações de que violentou mulheres na clínica de fertilização que tinha na capital paulista. Em sua defesa, alegava que apenas beijava as pacientes no rosto e que elas estavam tendo alucinações por conta da sedação.
Página do Web Denúncia (Foto: Reprodução / Web Denúncia)Página do Web Denúncia (Foto: Reprodução /
Web Denúncia)
Recompensa
As 130 interceptações feitas nos telefones usados por Abdelmassih ajudaram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP em Bauru, interior paulista, e a PF a localizarem e prenderem no Paraguai o homem mais procurado de São Paulo. Ele foi pego por um delegado federal e policiais paraguaios. A Polícia Civil paulista não participou da prisão em Assunção.
Apesar de o Programa de Recompensa ter oferecido R$ 10 mil para quem desse informações precisas que levassem ao esconderijo de Abdelmassih, e 15 denúncias terem sido feitas, o prêmio não foi pago. A SSP e o Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), parceiros do programa, avaliaram que as denúncias dos prováveis paradeiros do ex-médico não foram relevantes para a investigação.
A pasta é responsável pelo pagamento do prêmio e o instituto por administrar o programa.

Procurada pelo G1 para comentar o assunto, a SSP informou que irá apurar a informação de que Abdelmassih menciona o apelido de um policial que seria ligado à pasta da segurança.
“O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, determinou a abertura imediata de investigação para apurar a existência do suposto policial e eventuais ligações dele com parceiros do ex-médico“, informa a nota da assessoria de imprensa da pasta.
Questionado pela equipe de reportagem, Mario Royo, gerente de projetos do ISPCV, respondeu que as denúncias são recebidas por telefone (Disque Denúncia 181) e internet (Web Denúncia).

De acordo com o representante, o instituto fica num local que não pode ser divulgado, mas não é no prédio da SSP. O atendimento ao público não é feito por policiais. E os dados dos denunciantes são confidenciais e mantidos sob sigilo por meio de códigos criptografados.

“O nosso papel é recolher informação tal e qual vem, sem mexer nada, registrar isso no formulário, e passar isso para policia. Não temos mais nenhuma ingerência e nem podemos ter sobre o trabalho policial”, disse Royo. “Os policiais [civis e militares] que recebem a informação, atuam da forma que tem que atuar.”
Do G1 São Paulo

Por 'divergências', advogado deixa de defender o pai do menino Bernardo

Jader Marques diz que teve revogados poderes para representar acusado.
Leandro Boldrini quer estratégia diferente para sua defesa, diz Marques.


Advogado de Leandro Boldrini concedeu entrevista coletiva nesta segunda  (Foto: Caetanno Freitas/G1)Jader deixou de defender o pai de Bernardo
Boldrini (Foto: Caetanno Freitas/G1)
O advogado Jader Marques não representa mais o médico Leandro Boldrini, um dos acusados do assassinato do menino Bernardo Boldrini em abril deste ano no Rio Grande do Sul. Na tarde deste sábado, Marques comunicou que teve os poderes para representar o acusado revogados devido a "divergências" na defesa.
"Por divergências com Leandro Boldrini sobre a condução da sua defesa técnica, recebo com naturalidade a revogação dos poderes para atuar em nome deste nos procedimentos em que é parte. Na próxima segunda, Leandro Boldrini apresentará novo defensor", declarou o advogado.
O corpo de Bernardo foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, no noroeste do estado, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Boldrini, são réus no processo a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga Edelvânia Wirganovicz e o irmão Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A decisão foi tomada um dia após a divulgação de dois novos vídeos de 2013 mostrando brigas de Graciele e Leandro com a criança. As gravações foram feitas pelo celular do médico e recuperados pela perícia após terem sido apagadas. As imagens são fortes. Em um trecho, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão. Os arquivos foram obtidos pelo jornal Zero Hora.
Em um dos vídeos, de junho de 2013, o médico provoca o filho. "Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão", afirma. Com uma faca na mão, Bernardo pede que o pai pare de gravar imagens suas com o celular. De acordo com a polícia, Leandro e Graciele fizeram as imagens para mostrar que o menino tinha comportamento agressivo.
Imagens mostram nova briga entre pai e menino (Foto: Reprodução/G1)Imagens mostram nova briga entre pai e
menino (Foto: Reprodução/G1)
De acordo com o Instituto Geral de Perícias, seis equipamentos de propriedade do casal foram analisados: quatro aparelhos celulares, sendo que um deles estava danificado, um GPS e um tablet. O trabalho foi desenvolvido em duas semanas entre processamento e geração de laudos e anexos.
A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo. Na segunda gravação, Bernardo chora, escondido dentro de um armário.
Veja a transcrição do vídeo
Leandro: Abre a porta aqui, eu quero te mostrar uma coisa.
Bernardo: Não quero escutar nada.
Leandro: Não seja tão agressivo.
Bernardo abre a porta do banheiro: Porque tu é um idiota.
O menino pega uma faca
Leandro: É contigo. Tu tá agindo pelos teus próprios atos. Vamos, vai. Vamos ver se tu é corajoso. Isso aqui vai ser mostrado para quem tu quiser saber. Vamos, machão.
Bernardo vai para outro cômodo e abre um armário.
Bernardo: Não tem o que eu quero.
Leandro: O quê
Bernardo: Álcool.
Leandro: Para quê?
Bernardo: (inaudível). Não te interessa.
Em seguida, ele aponta a faca na direção do pai.
Leandro: Baixa essa faca. Baixa essa faca, rapaz.
Bernardo: Não abaixo.
Leandro: Faz alguma coisa comigo com essa faca comigo que tu vai ver.
Bernardo: Tá bom, então segura esse telefone.
Leandro: Larga isso, rapaz.
Bernardo: Não largo.
Leandro: Larga, tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô.
Leandro: Tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa.
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa. Te odeio igual.
Leandro: Para com isso, rapaz. Para
Bernardo:(inaudível) Medroso...
Leandro: Para com isso. Para, rapaz. Tira essa faca.
Bernardo: Não, então dá o telefone.
Leandro: Não, o telefone é uma coisa minha. Inventa de fazer uma coisa comigo. Faz, faz!
Bernardo: Medroso.
Leandro: Tá, encerrou? Encerrou?
Bernardo: Não.
(Bernardo sai e pega um facão)
Leandro: Terminou teu show? Terminou teu show?
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa esse facão, rapaz.
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa essa merda, ai rapaz! Baixa essa merda, ai rapaz!
Bernardo: Então apaga o vídeo.
Leandro: Então tu primeiro larga essa coisa no chão.
Bernardo: Então para o vídeo. Senão eu não vou parar.
Leandro: Eu mando em você. Eu mando.
Bernardo: Tira o vídeo!
Leandro:  Tirei.
Na quinta-feira, vídeo de briga com casal e menino foi divulgado
Na quinta, o G1 teve acesso a outro  vídeo que mostra uma briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele. As imagens foram gravadas no celular do pai do menino em agosto de 2013.  O vídeo capta os pedidos de socorro de Bernardo, de 11 anos, assassinado em abril deste ano.

O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.

É possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.
GNews - Menino Bernardo (Foto: globonews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em uma
cova  (Foto: Reprodução)
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Do G1 RS

Dois policiais civis são detidos por suspeita de tortura em Santa Catarina

Eles atuavam em Blumenau e estão na sede da Deic, em Florianópolis.
De acordo com Polícia Civil, agentes foram presos na noite de sexta-feira.


Dois policiais civis foram detidos por suspeita de tortura, na noite desta sexta-feira (30). De acordo com reportagem da RBS TV, eles estão na sede da Diretoria Estadual de Investigações Crimininais (Deic), em Florianópolis.

Conforme a Polícia Civil, os agentes atuavam em Blumenau, no Vale do Itajaí. Eles são suspeitos de terem cometido diversas torturas durante ações policiais na região.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Blumenau, que deve se posicionar sobre as denúncias nos próximos dias. Por telefone, o G1 entrou em contato com o delegado regional, Rodrigo Marchetti. Ele afirmou que não iria se pronunciar no momento, mas confirmou as detenções e disse que foram resultado de uma investigação da promotoria.
Do G1 SC

'Só Deus para ajudar', responde polícia do RN a queixa registrada na internet

Resposta, por e-mail, foi para uma mulher que registrou queixa de roubo.
Delegacia Geral disse que vai apurar e punir responsável pela mensagem.


Vítima disse que ficou com vergonha quando recebeu resposta da Polícia Civil dizendo que "só Deus para nos ajudar" (Foto: Michelle Rincon/Inter TV Cabugi)Vítima disse que ficou com vergonha quando recebeu
resposta da Polícia Civil (Foto: Fernanda Zauli/G1)
Uma corretora de imóveis de 34 anos foi orientada a buscar uma intervenção divina para reaver o celular que foi tomado dela por um assaltante nesta última quarta-feira (27) na cidade de Parnamirim, na Grande Natal. A mulher registrou queixa do assalto na internet, por meio da Delegacia Virtual da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. No entanto, como resposta, recebeu um e-mail dizendo: "estamos todos de mãos atadas, só Deus para nos ajudar".
A vítima, que pediu para não ser identificada, contou ao G1 que assim que preencheu os formulários na internet recebeu um e-mail que dizia que a solicitação dela seria avaliada. Quinze minutos depois, chegou uma segunda mensagem informando que, por se tratar de um assalto, o caso deveria ser registrado em uma das delegacias de Parnamirim. "Obrigado pelo seu depoimento, sinto muito o que vou dizer, por se tratar de um crime de roubou (assalto), esse boletim de ocorrência só poderá ser registrado em uma delegacia de policia civil de Parnamirim, realmente, estamos todos de mãos atadas, só deus para nos ajudar" (sic), dizia a mensagem.
A assessoria da Delegacia Geral de Polícia do Rio Grande do Norte (Degepol) esclareceu que o caso da corretora não poderia ser registrado na Delegacia Virtual por se tratar de um assalto à mão armada. "São aceitos apenas registros de ocorrências sobre furto ou perda de documentos, objetos e/ou celulares", informou.
Sobre a resposta enviada à vítima, o delegado geral da Polícia Civil potiguar, Adson Kepler, informou que se trata de uma infração administrativa, e que será instaurado um procedimento para apurar as responsabilidades para que sejam tomadas as medidas cabíveis. Ele promete punir o responsável pela resposta.
Vergonha
"Eu fiquei com vergonha quando li a mensagem. Não sei se ficava com pena de mim mesma, que tinha sido assaltada e não tinha a quem recorrer, ou com pena dos policiais por não poderem fazer nada", lamentou a corretora. Apesar da orientação da polícia, ela decidiu não procurar as delegacias da cidade. "Pra quê? Vai resolver alguma coisa?", questionou.
Como funciona a Delegacia Virtual
De acordo com a Degepol, a queixa registrada na Delegacia Virtual passa por uma avaliação que é feita por policiais civis. Se a queixa for homologada, é emitido o boletim de ocorrência. Se o caso não puder ser registrado pela internet, como assaltos à mão armada, homicídio, violência doméstica, por exemplo, é enviado um e-mail para a vítima explicando os motivos pelos quais o BO não pôde ser emitido online e a pessoa é orientada a procurar uma delegacia pessoalmente.
A Delegacia Virtual da Polícia Civil do Rio Grande do Norte foi criada em 2008, ficou dois anos em testes e foi disponibilizada para a população em 2010. Em 2013, homologou 13.589 boletins de ocorrências e rejeitou 3.526 que não se enquadravam nas atribuições da delegacia virtual. Em 2014, até o dia 28 de agosto foram homologados 7.590 ocorrências.
    E-mail enviado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte em reposta à queixa de roubo registrada na Delegacia Virtual pela corretora de imóveis (Foto: Reprodução/E-mail)
    E-mail enviado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte em reposta à queixa de roubo registrada na Delegacia Virtual pela corretora de imóveis.
  •  Do G1 RN

Inspetor que agrediu advogada no Ceará é expulso da Polícia Civil

Advogada Elisângela dos Santos defendia cliente em Canindé, no Ceará.
Policial se irritou e deu uma cabeçada na advogada, que quebrou o nariz.


Advogada teve que passar por cirurgia após agressão (Foto: TV Diário/Reprodução)Advogada teve que passar por cirurgia após agressão
(Foto: TV Diário/Reprodução)
João Batista Félix, acusado de agredir uma advogada com uma cabeçada no Ceará, foi expulso da Polícia Civil em julgamento nesta semana. Segundo a denúncia contra o ex-policial, ele se irritou e deu uma cabeçada no nariz da advogada Elisângela dos Santos, em janeiro deste ano, quando ela defendia um cliente na Delegacia de Canindé, no interior do Ceará. A decisão da demissão foi publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará de terça-feira (26).
Na época, ele havia dito que a agressão foi acidental. “Evitei ao máximo esse problema e fui em direção à delegacia. Quando eu fui entrando, subindo os degraus da delegacia, avançaram em cima de minha pessoa; quando eu me virei, aconteceu realmente o fato”, disse ao G1, em janeiro.
A advogada Elisângela dos Santos foi chamada por um cliente para comparecer à delegacia para providenciar a liberação de um caminhão que havia sido apreendido. De acordo com a advogada, o veículo havia sido comprado pelo cliente, mas, na hora da abordagem, ele estava sem a documentação da transação.
Elizângela conta que, mesmo após a delegada Giselle Oliveira Martins constatar que não havia irregularidades com o veículo, o inspetor suspeito de agressão tentou impedir a liberação. “Ao retornar para o local onde estava ocorrendo a discussão, o inspetor cruzou os braços, veio em minha direção e deu uma cabeçada de cima para baixo, atingindo em cheio o meu nariz, que começou a sangrar. Voltei, pedi ajuda na delegacia e fui socorrida pela delegada”, conta. Advogada vai passar por cirurgia.
João Batista já responde a três processos por abuso de autoridade, segundo a OAB. Um dos processos aponta João Batista e outros três policiais de tentar extorquir dinheiro do irmão de um suspeito de tráfico de drogas; eles exigiram R$ 10 mil para que os irmãos e a mãe do suspeito não fossem presos, segundo a OAB.
Do G1 CE

Mulher vai à delegacia para denunciar violência familiar e é agredida

Segundo jovem, foi dito que somente vítima é quem pode registrar B.O.
Imagens serão encaminhadas para Corregedoria da polícia em Palhoça.




Um vídeo mostra discussão entre uma policial e uma mulher que foi registrar um boletim de ocorrência na delegacia de Palhoça, na Grande Florianópolis. A denunciante reclama do despreparo da funcionária para fazer o atendimento e acaba sendo agredida pela agente (veja vídeo ao lado).

"Ela [a policial] começou a dar de dedo na minha cara no meio do atendimento, que não era com ela em momento algum. Eu fui agredida dentro da própria delegacia, não só verbalmente, mas ela também partiu para a agressão física. Ela ia me agredir se eles não tivessem separado a gente. Tanto é, que tem um vídeo dela querendo tirar a gravação. Ela agrediu a minha sobrinha, que é de menor", disse a mulher que preferiu não se identificar.
O vídeo foi gravado pela jovem de 17 anos. Ela contou que foi até a delegacia procurar ajuda porque acredita que a irmã mais velha seja vítima de violência doméstica. "Comecei a gravar na segunda vez que ela entrou porque ela estava bem agressiva. Ela entrou e comecei a gravar. Ela veio por trás de mim, falando um monte, tentou arrancar o celular de mim e me deu dois socos pelas costas", comentou a adolescente.
A confusão teve início por causa de uma orientação feita por dois policias, um deles a mulher que apareceu no vídeo fazendo os xingamentos. Segundo a jovem, foi dito que somente a vítima é quem pode registrar boletim de ocorrência. "Estou encaminhando as cópias [do vídeo] para a Corregedoria, o órgão competente para apurar o comportamento e o atendimento feito pelos policiais", informou a delegada regional Beatriz Ribas Reis.
"Talvez eles pudessem ter feito uma orientação melhor. Não foi o ideal, mas realmente a gente orienta se puder estar acompanhado de um maior ou de uma pessoa mais proxima da vítima, é o recomendável. Mas proibição de registrar boletim de ocorrência, isso não existe", explicou ela. Tia e sobrinha procuraram outra delegacia para registrar ocorrência contra a policial.
A policial não teve o nome divulgado. Ela registrou um boletim de ocorrência por desacato a autoridade. Até que a Corregedoria apure os fatos, a agente segue normalmente na escala de serviço. Na Polícia Civil, ela atua há seis anos, mas na delegacia especializada, trabalha há quatro meses.
Do G1 SC

Polícia investiga mãe e padrasto suspeitos de espancar criança no DF

Mãe disse que batia no filho, mas negou espancamento, informou conselho.
Garoto e empregada disseram que agressões eram cometidas por padrasto.


Marcas na perna e na coxa de supostas agressões a menino de 5 anos em ÁguasClaras, no DF (Foto: Conselho Tutelar/Divulgação)Marcas na perna e coxa de supostas agressões a menino de
5 anos em Águas Claras (Foto: Conselho Tutelar/Divulgação)
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a mãe e o padrasto de um menino de 5 anos, por suspeito de espancamento. A família mora em um apartamento de luxo em Águas Claras. O Conselho Tutelar transferiu a guarda do garoto para o pai biológico, em caráter provisório.
As agressões teriam ocorrido na última sexta-feira. A denúncia foi feita pela babá do menino, que fotografou as marcas de agressão e encaminhou o material ao Conselho Tutelar. Uma equipe foi ao apartamento da família para verificar a situação e encontrou o menino dormindo, na companhia da empregada.
De acordo com o conselheiro Iran Magalhães, a mulher confirmou as agressões por parte do padrasto, mas disse estar com medo da reação dos patrões. Ela chegou a receber uma ligação da mãe durante a visita e foi orientada a não deixar a equipe entrar na casa ou ver o menino.
Questionei se ela achava correto espancar, e ela disse que não, que ela não espancou, que corrigiu. 'Não espanquei, cresci apanhando, bato na hora que eu quero', foi o que ela me disse"
Iran Magalhães, integrante do Conselho Tutelar
"Então ele acordou, e foi um momento bastante emocionante para a gente. Ela explicou quem éramos e disse: 'Eu não prometi que o tio [o padrasto] nunca mais iria te machucar?' O menino a abraçou, e depois nos contou tudo", disse Magalhães.
Ainda segundo o conselheiro, a mãe esteve na instituição na terça e negou que o padrasto fosse o autor das agressões. Ela teria dito que bateu na criança para "corrigi-la" e que achava a situação normal.

"Questionei se ela achava correto espancar, e ela disse que não, que ela não espancou, que corrigiu. 'Não espanquei, cresci apanhando, bato na hora que eu quero', foi o que ela me disse", afirmou.
Em depoimento, o pai biológico afirmou que desconhecia as agressões, e que perdeu o contato com a família nos últimos três meses. Até as 16h desta sexta (29), a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente ainda tentava intimar a mãe e o padrasto para prestarem depoimento.
Segundo o delegado Reinaldo Lobo, responsável pelo caso, a criança apresenta sequelas psicológicas da agressão. "Ele chora muito, está muito agressivo. A toda hora conta que foi agredido pelo padrasto", diz.
Segundo depoimentos de testemunhas, a mãe disse que o garoto tem distúrbio de atenção e é hiperativo – o que, na visão dela, poderia justificar as agressões.
A Polícia Civil aguarda o laudo definitivo do Instituto Médico Legal, que deve ser concluído na próxima semana. O casal será indiciado por maus tratos, e a pena varia de dois meses a um ano (ou pagamento de fiança). Ambos respondem em liberdade.
Do G1 DF

29 de ago de 2014

Tribunal Militar dá liberdade a PMs suspeitos de matar pichadores

Quatro policiais estão presos desde 6 de agosto no Romão Gomes.
PMs alegam que pichadores estavam armados.


Interrogatório dos PMs presos suspeitos de executarem pichadores em um prédio em São Paulo (Foto: Reprodução)Interrogatório dos PMs presos suspeitos de
executarem pichadores em um prédio
na Mooca. (Foto: Reprodução)
O Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (2) expedir alvarás de soltura para os policiais militares André de Figueiredo Pereira, Danilo Keity Matsuoka, Amilcezar Silva e Adilson Perez Segalla, investigados pela morte de dois pichadores em um prédio na Mooca, na Zona Leste de São Paulo, em 31 de julho.

Os PMs foram detidos administrativamente em 6 de agosto, foram presos temporariamente no dia seguinte por determinação da Justiça Militar. Eles se encontravam no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Segundo a PM, eles devem ser notificados e imediatamente liberados para voltar ao batalhão de origem, onde prestarão serviços administrativos.

Os quatro policiais militares declararam durante interrogatório ter atirado oito vezes contra a dupla para se defender e revidar os disparos que alegaram ter recebido.
Segundo a versão dos PMs, Alex Dalla Vecchia Costa, de 32 anos, e Ailton dos Santos, de 33 anos, estavam armados e teriam dado ao menos três tiros antes de serem mortos. Um policial ainda disse ter sido ferido no braço durante o tiroteio.
Nos documentos, os policiais relataram ter tido informações de que Alex e Ailton, na verdade, eram, inicialmente, “indivíduos” não identificados que haviam “adentrado” o Edifício Windsor, na Avenida Paes de Barros, na Mooca, no final do mês passado, para roubar.

Para as famílias das vítimas, no entanto, os dois homens mortos eram pichadores e não criminosos armados. Segundo os parentes, eles haviam invadido o condomínio residencial para pichar. Apesar disso, não foram apreendidas latas de spray de tinta nas suas mochilas.
Além do mais, nas oito folhas de interrogatórios, os policiais não mencionam em qualquer momento a palavra “pichar”, ou outras, como, “pichação” ou “pichadores”. Os mortos são tratados como “infratores” pelos agentes, que registraram o caso na Polícia Civil como “morte decorrente de intervenção policial”.

Posteriormente, as investigações foram assumidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e Corregedoria da PM, que pediu a prisão deles por entender que houve "conduta irregular" na ação que resultou na morte dos pichadores. Foram analisadas câmeras de segurança que mostram Alex e Ailton entrarem no prédio, no hall e no elevador. As imagens também gravaram a chegada dos policiais. Não há registro de cenas do tiroteio.

Ainda em seus depoimentos à corporação, os PMs contaram que fizeram “varredura” até o 18º andar. Viram a porta de um apartamento entreaberta e entraram em busca dos “indivíduos”. Lá, se dividiram: o tenente Danilo e o cabo Adilson foram para os “fundos” do imóvel, onde Ailton estaria armado com uma pistola 380. Enquanto o sargento Amilcezar e o cabo André se dirigiram à cozinha, para onde teria ido Alex com um revólver calibre 38.

Sem precisarem horários, os policiais disseram ter ficado a distâncias que variam entre 2 metros a 4 metros dos suspeitos. Relataram que ao se aproximarem, foram recebidos a tiros por Aílton e Alex, que fez três disparos. Os PMs revidaram atirando oito vezes.
Em outro trecho do interrogatório, um policial afirma que os PMs só atiraram para revidar os disparos feitos pelos dois suspeitos (Foto: Reprodução)Em outro trecho do interrogatório, um policial afirma que os PMs só atiraram para revidar. (Foto: Reprodução)
Os agentes usaram pistolas .40. As armas deles e as atribuídas às vítimas foram apreendidas para análises de balística no Instituto de Criminalística da Superintendência da Polícia Técnico-Científica. Também não há informações sobre quantos tiros atingiram os pichadores. A maior parte dos ferimentos foi no tórax.

Danilo disse que disparou duas vezes e Adilson contou ter dado um tiro. “O infrator efetuou disparos em direção ao interrogado, que diante das agressões o interrogado e o cabo PM Segala revidaram efetuando disparos em direção ao infrator, que foi atingido e caiu no solo”, disse o tenente no seu interrogatório. “Foi solicitado resgate no local, onde foi constatado o óbito de ambos os indivíduos”.

Amilcezar afirmou ter gritado “polícia” antes de revidar três vezes os tiros que recebeu. “Visualizou um indivíduo com uma arma na mãos e na sequência efetuou disparos em sua direção”, informa o relato do sargento, que ficou ferido ao ser baleado, segundo ele, por um dos agressores. “Na tentativa de se proteger deu um passo para trás por ter sentido um tranco no braço; foi quando o interrogado percebeu que foi atingido por um disparo de arma de fogo em seu braço esquerdo”.
Pichadores (Foto: Reprodução/ Divulgação)Pichadores mortos fazem foto 'selfie' em elevador
de prédio de SP(Foto: Reprodução/ Divulgação)
Um laudo irá confirmar se a bala que atingiu Amilcezar partiu da arma atribuída aos suspeitos ou foi disparada pelos próprios PMs. Em seu interrogatório, André falou que fez dois disparos. 

Nos quatro relatos que os policiais deram, eles foram unânimes ao responder a pergunta feita pela PM se “havia como ter evitado o confronto”. “Não, pois deparou com o infrator com a arma nas mãos e disparando-a contra a guarnição”, declararam todos os agentes investigados.

Os PMs detidos também estariam respondendo a outros processos por conta de ações que resultaram em mortes. A equipe de reportagem não conseguiu localizar os parentes das vítimas para comentar o assunto.
Do G1 São Paulo

Vídeo mostra babá batendo e humilhando irmãos no RJ

Mulher sacode a cabeça e dá tapas; imagens foram publicadas no 'Extra'.
Criança chora e chama pela mãe enquanto sofre os maus tratos.


Um vídeo divulgado pelo jornal "Extra" nesta quinta-feira (28) mostra uma babá batendo e humilhando dois irmãos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Nas imagens, a criança chora e chama pela mãe o tempo todo, enquanto a babá sacode a cabeça da menina, dá tapas no rosto da criança e a puxa pelos braços.
A mulher também cuidava do irmão de 3 anos da menina. Ela tira a blusa do garoto, esfrega no chão e, em seguida, passa no rosto da criança. O menino começa a chorar.
A mãe da criança procurou a polícia nesta quarta (27) e o delegado marcou para esta quinta (28) um depoimento da mãe. A babá ficou um ano e meio tomando conta da bebê.
Do G1 Rio

28 de ago de 2014

Vídeo mostra abordagem de homem preso por estupros em série no Ceará

Homem foi preso por abusar de sete pessoas, entre elas, uma criança.
Vítimas reconheceram o preso em delegacia nesta quinta-feira (28).


A Polícia Civil divulgou um vídeo que mostra um das abordagens do homem preso nesta quinta-feira (28) suspeito de estuprar sete pessoas, entre elas crianças e adolescentes, em Fortaleza. A câmera de uma casa flagrou o momento em que o homem estaciona a moto e, em seguida, ataca uma mulher, dando uma "gravata" e a jogando contra o muro de uma casa. As imagens mostram que, após uma moradora da rua gritar, ele desiste da ação e foge.
Segundo o delegado René Andrade,  do 5° Distrito Policial, essa era a forma como o homem atacou ao menos sete vítimas nos bairro Bairros Maraponga, Vila Pery e Parangaba. O homem abordava mulheres armado como uma faca em ruas desertas. Segundo a Polícia Civil, o homem preso nesta quinta-feira (28) é dono de uma borracharia no Bairro Mondubim.
Mesmo após ser reconhecido por sete pessoas, o suspeito negou os crimes e, segundo a polícia, acusou o irmão adotivo de estuprar as mulheres. Ainda de acordo com a polícia, ele não tem antecedentes criminais, foi indiciado e vai responder pelos crime de estupro.
De acordo com o delegado Renê Andrade, todas as vítimas que registraram boletins de ocorrência e são “contundentes” em afirmar que o homem preso cometeu os estupros. “Ouvimos, uma por uma, as vítimas. Elas são muito contundentes, muito claras em afirmar que ele é o autor dos crimes no exame de identificação”, afirma o delegado.
'Foi tudo em frente a minha residência'
Os momentos de pavor não saem da cabeça de uma das sete vítimas  do “maníaco da moto”, como ficou conhecido o homem que estuprou sete mulheres na região. “Foi tudo em frente a minha residência. Eu chegava da faculdade em um dia chuvoso no portão da minha residência, chamei meu marido e ele não escutou. Quando viro de costas, ele (estuprador) já parou atrás e disse que não era para eu reagir que se não me matava. Ele me empurrou para cima do muro e começou a me beijar à força, colocando a faca no meu pescoço”.
Segundo o depoimento da mulher, sob ameaças, ela foi obrigada a fazer sexo. “Quando terminou, ele disse que eu podia ir embora e não olhasse para trás. Ele subiu a rua de novo numa moto vermelha”. O caso dela ocorreu no mês de maio e, depois dele, outras seis vítimas registraram boletins de ocorrência com as mesmas características na delegacia do Bairro Parangaba.
Na tarde desta quinta-feira (28), ela estava na delegacia para reconhecer o homem, de 30 anos, preso suspeito de cometer os estupros. A vítima afirma que não tem dúvidas que o estuprador é o homem preso. “Não tenho dúvida que é ele. A imagem não sai da minha cabeça”, diz.
Do G1 CE
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