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DO SOLDADO AO CORONEL, UNIDOS PELA PMESP!

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2 de set de 2014

Juíza 'permitiu' nova morte, diz advogado da família de Glauco

Defensor de viúva de cartunista morto por Cadu em SP criticou juíza de GO.
Ela soltou Cadu, que estava em manicômio, e ele cometeu latrocínio.


Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi preso suspeito de latrocínio em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/PM)Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi preso suspeito
de latrocínio em Goiânia, Goiás
(Foto: Divulgação/PM)
O advogado Alexandre Khuri Miguel, que representa a família do cartunista Glauco, afirma que o assassino do artista e do filho dele jamais poderia ter deixado a internação do manicômio judiciário.
Na segunda-feira (1º), o acusado de matar Glauco Vilas Boas e Raoni Ornelas durantes surto psicótico em março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo, voltou a ser preso, agora em Goiânia. Dessa vez, ele é suspeito de roubar e matar um motorista e de uma tentativa de latrocínio na capital de Goiás.
Considerado inimputável (ou seja, que, em tese, não responde por seus atos e por isso não pode ficar numa prisão comum) Cadu ficou três anos internado em clínicas psiquiátricas pelas mortes de Glauco e Raoni, mas foi solto há um ano por decisão da Justiça de Goiás.
Em agosto de 2013, a juíza Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara das Execuções Penais em Goiânia, autorizou Cadu a continuar o tratamento de forma laboratorial, mas sem a necessidade de internação. Em outras palavras: poderia circular pelas ruas.

Em entrevista ao G1, nesta terça-feira (2), o advogado Alexandre Khuri Miguel, que defende os interesses de Beatriz Galvão Veniss, viúva de Glauco Vilas Boas e mãe de Raoni Ornelas, criticou a decisão da magistrada.
'Crônica de uma morte anunciada'
“Ao soltar Cadu, a juíza escreveu a crônica de uma morte anunciada e permitiu uma nova morte”, disse Khuri Miguel sobre a juíza Telma. “Soltá-lo foi uma tragédia anunciada, um crime, o mesmo que dar a Cadu um atestado de óbito em branco para escolher o nome da próxima vítima”.

Ainda segundo o advogado, a juíza foi alertada pela defesa de que Cadu não tinha condições de convívio social fora da internação do manicômio judiciário. “Ele sofre de esquizofrenia e consome drogas. É um potencial risco à sociedade para pegar uma arma e matar”, disse Khuri Miguel.
A equipe de reportagem não conseguiu localizar a magistrada para comentar o assunto. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás, ela dava entrevista coletiva por volta das 11h e não poderia falar com o G1.
O defensor da família de Glauco ainda responsabilizou a juíza pelos novos crimes cometidos por Cadu, no último domingo (30) em Goiânia. “Além da magistrada, os psiquiatras que liberaram Cadu também têm de ser responsabilizados por dolo eventual, ou seja, assumiram a possibilidade de o interno cometer um crime”, disse Khuri Miguel.
As críticas do advogado também não pouparam o pai de Cadu, Carlos Grecchi Nunes. “O pai também tem culpa porque teria a obrigação de cuidar do filho e impedir que ele fizesse algo de errado”, falou o defensor dos familiares de Glauco. “Uma das medidas de segurança era que o pai fosse responsável pelo rapaz”.
G1 não localizou o pai de Cadu para comentar às críticas.
Laudos
De acordo com o advogado, a juíza autorizou o tratamento laboratorial de Cadu, sem internação, com base em dois laudos: uma perícia do Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator (Paili) e outra da junta Oficial do Poder Judiciário.
“Segundo a magistrada, os relatórios médicos atestavam que Cadu não apresentava sintomas para continuar tratamento hospitalar de internação”, disse Khuri Miguel. “E a junta médica atestou que ele poderia se tratar em nível ambulatorial”.
Segundo o defensor, Cadu só foi solto porque é um “louco rico”. “Se fosse um louco pobre, continuaria no manicômio, mas como é um louco rico, e a família dele pode pagar bons advogados, foi solto”, criticou.
A equipe de reportagem não conseguiu localizar os advogados de Cadu para comentar as declarações de Khuri Miguel. O advogado Gustavo Badaró o defendeu no caso do assassinato de Glauco e Raoni.
O caderno especial “Gibi do Glauco”, editado pelo jornal Folha de S.Paulo em 2010, se transforma em exposição paralela do 39° Salão Internacional de Humor de Piracicaba. (Foto: Divulgação/Salão de Humor)Glauco em foto de arquivo.
(Divulgação/Salão de Humor de Piracicaba)
Glauco
Em 2010, a defesa de Cadu culpou o Daime por potencializar a esquizofrenia que ele tinha e, desse modo, matar o cartunista e o filho dele. Antes dos assassinatos, ele frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco em Osasco, na qual os discípulos bebiam o chá de Ayusca alucinógeno.

“Agora não vão poder alegar que ele matou de novo porque bebeu o Daime”, falou Khuri Miguel, que espera que a Justiça de Goiás determine a volta de Cadu para a internação num manicômio judiciário. “Ele descumpriu a medida de segurança e isso é passível de pena de retornar ao lugar onde estava”.

Um novo laudo psiquiátrico, no entanto, deverá ser feito em Cadu em Goiânia. Se o resultado for de que ele não é inimputável, o advogado dos parentes de Glauco afirmou que irá pedir a reabertura do processo das mortes do cartunista e do filho dele.

“Se isso ocorrer será uma aberração jurídica porque antes haviam dito que ele é louco e não podia responder por seus atos. Agora se ele for considerado normal, vou pedir a reabertura do caso para que ele seja julgado como um criminoso comum”, disse Khuri Miguel.
suspeito de matar glauco (Foto: Reprodução/TV Globo)Cadu em imagem de arquivo quando foi preso no
Paraná em 2010 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Os assassinatos
No dia 12 de março de 2010, Cadu foi levado à chácara de Glauco por um amigo, Felipe Iasi, então com 23 anos – que foi inocentado pelo acusado de participação no crime. Iasi afirmou que foi obrigado por Cadu a levá-lo até a residência do cartunista.
Segundo Cadu, a decisão de matar Glauco e Raoni foi tomada quando ele se descuidou e Iasi fugiu da chácara. Nesse momento, o suspeito achou que a polícia seria chamada, atrapalharia os planos e ele acabaria morto.
Após render a enteada de Glauco, Cadu entrou na chácara. Ele discutiu com Raoni e atirou no jovem. Em seguida baleou Glauco. No total foram quatro tiros disparados. Glauco tinha 53 anos, e Raoni, 25.
Após o crime, ele fugiu e passou dois dias escondido na mata. Nesse período, Cadu chegou a ligar para a viúva de Glauco. Um rastreamento mostrou que o acusado estaca em Cotia, na Grande São Paulo, quando fez a ligação.
Em 14 de março, Cadu roubou um carro e fugiu para o Paraná. Já no outro estado, ele furou um bloqueio policial e trocou tiros com policiais federais na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, onde foi preso.
Do G1 São Paulo

Lança-perfume 'turbinado' é vendido em bailes funk de rua em São Paulo

Droga, que pode até matar, é nova moda nos chamados pancadões.
Os traficantes colocam até soda cáustica no lança-perfume.


 O Jornal Hoje exibe uma série de reportagens que denuncia a venda de lança-perfume 'turbinado' e mais perigoso para crianças e jovens. A droga, que pode matar, é mais nova onda nos bailes funk que acontecem em algumas regiões de São Paulo, os chamados pancadões.
Os traficantes colocam até soda cáustica no lança-perfume. A droga é consumida à vontade no meio da rua. Durante dois meses, a Câmera JH visitou os pancadões da capital paulista. Assista a reportagem completa no vídeo acima.

 A segunda reportagem da série especial mostra como os traficantes turbinam o lança-perfume. Sem fiscalização, os jovens usam a droga à vontade nos bailes funk, em São Paulo. A droga é uma mistura de essência com cloreto de etila, uma substância química encontrada em solventes. A venda do composto é controlada no Brasil e apenas a indústria química pode comprar.
Para turbinar o lança-perfume, os traficantes incluem o éter e o clorofórmio, que são usados em anestésicos e tintas e pesticidas; a benzina, que é extraída do petróleo; o tolueno, presente em materiais de construção e o fenol, que é usado na fabricação de corantes e resinas.
No começo do ano, uma adolescente morreu depois de usar lança-perfume a noite toda.
Jornal Hoje São Paulo,

Policial militar morre após ser baleado em frente de casa em Osasco

Latrocínio ocorreu por volta das 21h, na Vila Iolanda.
Assaltante fugiu de moto do local; ninguém foi preso.


Um policial militar morreu após ser baleado em uma tentativa de assalto na porta da casa dele na noite desta segunda-feira (1º), em Osasco, na Grande São Paulo, de acordo com informações da Polícia Militar. O latrocínio, que é o roubo seguido de morte, ocorreu por volta das 21h na Rua Padre Paulo Xerdel, na Vila Iolanda.
Após ser abordado na frente de sua residência, o policial reagiu e entrou em luta corporal com o assaltante. Em seguida, ele foi baleado no tórax. O socorro foi acionado e o PM foi encaminhado ao Pronto Socorro Santo Antônio, onde morreu. O suspeito fugiu de motocicleta do local. Ninguém foi preso. A ocorrência foi registrada no 8º distrito policial de Osasco.
Do G1 São Paulo

'Ela não se lembra de nada', diz irmão de mulher agredida por cotovelada

Família está otimista quanto à recuperação da vítima que segue internada.
Mulher teve traumatismo craniano após golpe em São Roque (SP).


Vítima está internada na UTI em Sorocaba (Foto: Reprodução/TV TEM)Vítima segue internada em Sorocaba
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Os parentes de Fernanda Regina Cézar Santiago, agredida por uma forte cotovelada na madrugada do dia 16 de agosto, em São Roque (SP), estão otimistas quanto à recuperação da jovem, que segue internada no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP). Em entrevista ao G1, o irmão da vítima, Eduardo Cézar, afirmou nesta segunda-feira (1º) que Fernanda acordou algumas vezes e disse para a família que não se lembra do que aconteceu. "Ela acordou, mas não nos disse o que aconteceu naquele dia. Ela não se lembra de nada e também não estamos forçando já que a recuperação dela é o que importa agora".
Eduardo Cézar contou que o filho da irmã ainda não sabe das lesões da mãe. "Preferimos poupar o meu sobrinho de tudo isso", explica. Apesar disso, a família está esperançosa. “Estamos confiantes com a recuperação dela porque está melhorando a cada dia e o médico já descartou a possibilidade de cirurgia", informou Eduardo.
Eduardo Cézar (Foto: Reprodução/TV TEM)Eduardo Cézar, irmão de Fernanda
(Foto: Reprodução/TV TEM)
A auxiliar de produção, de 30 anos, sofreu traumatismo craniano após ser atingida pelo comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, de 35 anos. Fernanda permanece na enfermaria neurológica, sem previsão de alta. De acordo com um boletim médico divulgado nesta segunda-feira (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, o estado de saúde da paciente continua estável.
Eduardo ressalta que Fernanda e Anderson, o agressor, são conhecidos e se encontraram ocasionalmente na festa realizada por uma casa noturna naquele fim de semana. Eduardo alega que os dois não tinham uma relação próxima. Anderson está preso na cadeia pública da cidade e vai responder por tentativa de homicídio qualificado, já que a vítima não teve chance de defesa, segundo a polícia.
Em entrevista ao G1 na sexta-feira (22), Eduardo disse que a família não consegue entender o que aconteceu. "Nós estamos indignados pelo que houve com a minha irmã. Foi uma atitude bruta, totalmente ignorante. Ninguém esperava que ele fosse reagir daquela forma e ninguém sabe ao certo qual o motivo da agressão", afirmou.
Médico analisou as imagens da agressão (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)Médico analisou as imagens da agressão
(Foto: Ana Carolina Levorato/G1)
'Não vai se lembrar nunca', diz médico
A pedido do G1, o médico de Sorocaba (SP) Paulo Diniz da Gama analisou as imagens da cotovelada e afirmou que a vítima pode ficar sem sequelas graves, mas ressalta que possivelmente não se lembrará do que aconteceu. Segundo o profissional, isso porque não houve tempo suficiente para que o cérebro registrasse o fato na memória.
“Normalmente, esse tipo de concussão hemorrágica, quando controlada, como é o caso dela, não provoca sequelas que interfiram na capacidade motora ou cerebral. No entanto, ela não vai se lembrar do que aconteceu pelo resto da vida”, afirma o especialista. O G1 tentou contato com o médico responsável por atender a paciente, mas ele informou que só poderia falar caso tivesse autorização da Secretaria da Saúde, que não liberou a entrevista.
Ela acordou, mas não nos disse o que aconteceu naquele dia"
Eduardo Cézar, irmão de Fernanda
Com base na análise das imagens, Paulo Diniz afirma que Fernanda sofreu uma concussão cerebral – que é a perda da consciência de curta duração que acontece logo após um traumatismo craniano – e uma contusão, quando ela bateu a cabeça no chão. “Pelas imagens é possível ver que ela sofreu dois traumas: a cotovelada e em seguida a queda. O fato dela ter batido a cabeça no chão com força foi pior que a agressão em si”, explica o médico.
Segundo o especialista, Fernanda teve “sorte e azar” ao mesmo tempo. “Podia ter sido pior, ou melhor, não dá para dizer com certeza. Se ela não tivesse batido a cabeça com tanta força, ela podia levantar e andar, como acontece com os lutadores. Mas, ao mesmo tempo, se ela tivesse virado o pescoço e não caído reta, as lesões poderiam ter danos irreverssíveis."
Amarrada durante a noite
O pai de Fernanda, Geraldo Cézar, disse em entrevista ao G1 na terça-feira (26) que a filha apresenta melhoras, mas o sofrimento maior é durante a noite. “Ela precisa ser amarrada na cama para passar a noite, porque se debate por causa das fortes dores de cabeça”, diz.
Geraldo César, pai de Fernanda (Foto: Ana Carolina Levorato / G1)Geraldo Cézar, pai de Fernanda
(Foto: Ana Carolina Levorato / G1)
Geraldo ressaltou que ela está se recuperando aos poucos. “É muito bom ver que ela melhora, conseguimos até conversar um pouco, mas as dores de cabeça não passam nem com remédio. Alguém tem que passar a noite com ela. Está sendo muito difícil, mas minha filha está melhorando”, complementa.
A auxiliar de produção é mãe de um menino, que não teve sua idade ou nome divulgados. Segundo a família, o menino não viu a mãe depois da agressão. “Não queremos que ele veja a mãe nestas condições. Estamos preservando ele”, afirma Geraldo.
Depoimentos
A Polícia Civil de São Roque ouviu na sexta-feira (29) mais uma pessoa que testemunhou a agressão sofrida por Fernanda. A delegada Priscila de Oliveira informou, em entrevista ao G1, que também recebeu do hospital um laudo médico da jovem, mas que o documento não traz novidade à investigação. 
“O laudo recebido foi baseado no prontuário da vítima e apenas aponta as lesões. Será necessário fazer um exame complementar”, explica a delegada. Ainda de acordo com Priscila, esse novo exame deve ser feito em 120 dias, já que a prioridade é zelar pela saúde da vítima. O prontuário médico de Fernanda já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para que seja elaborado um laudo, a partir dos exames, e que ajudará a concluir o inquérito. Segundo a previsão da polícia, o inquérito será encerrado na semana que vem.
De acordo com a delegada, a testemunha que foi ouvida na sexta-feira retificou o que havia contado. "Primeiramente, ele disse que não tinha visto a cotovelada, mas hoje comentou que viu". De acordo com o advogado da testemunha, ele não vai ser enquadrado por falso testemunho porque não esteve presente no resgate dela e por isso não omitiu socorro.
Ainda segundo a delegada, nenhuma das testemunhas sabe dizer o que causou a discussão. "Algumas pessoas ouvidas disseram que a vítima estava falando alto e mexendo com pessoas que passavam pela rua antes da agressão". Em depoimento, Anderson comentou com a delegada que Fernanda estava alterada. "Ele disse que ela [Fernanda] xingou ele e a irmã (que não estava presente). A cotovelada foi para afastar ela, que estaria incomodando Anderson", comenta Priscila.
De acordo com informações da delegada responsável pelo caso, o comerciante Anderson, que está preso temporariamente por 30 dias desde o dia 19 de agosto, teria afirmado inicialmente para uma das testemunhas que a vítima havia caído sozinha.
A polícia começou a ouvir na quinta-feira (28) o depoimento de testemunhas da agressão. Ao todo, sete pessoas serão ouvidas. A delegada Priscila disse que entre elas estão um socorrista e um casal que aparece nas imagens. Eles devem ser ouvidos nos próximos dias. Segundo a previsão da polícia, o inquérito pode ser encerrado nesta semana.
Delegada ouviu testemunha nesta sexta-feira (Foto: Reprodução / TV TEM)Delegada ouvirá novos depoimentos nesta
semana (Foto: Reprodução / TV TEM)
Duas pessoas foram ouvidas na delegacia durante a tarde de quinta-feira (28) e não quiseram conversar com os jornalistas. Segundo a delegada Priscila, uma jovem prestou depoimento pela primeira vez e outro rapaz que já havia se apresentado à polícia foi convocado à depor novamente. “A garota estava longe e não presenciou o momento da agressão, mas relatou que Anderson foi o primeiro a dizer que a Fernanda tinha caído sozinha. Já a segunda testemunha, que havia falado com a polícia, esclareceu a agressão e confirmou ter visto que a vítima desmaiou após uma cotovelada”, explicou.
No depoimento, a jovem relatou também à delegada que Anderson permaneceu no local durante o resgate e confirmou que Fernanda estava exaltada por causa de uma discussão. “A testemunha alegou que o suspeito chegou a dizer a frase: 'eu disse para ela parar' enquanto Fernanda era socorrida. O rapaz afirmou também que viu a discussão e que outras pessoas tentaram fazer com que a vítima encerrasse a briga, o que não ocorreu”, ressaltou Priscila.
A testemunha alegou que o suspeito chegou a dizer a frase: 'eu disse para ela parar' enquanto Fernanda era socorrida"
Priscila de Oliveira, delegada
A polícia decidiu retomar os depoimentos porque as testemunhas ouvidas na última sexta-feira (22) disseram que não viram o golpe e sim ouviram um barulho. "Mas as imagens mostram claramente que houve testemunhas do golpe”, afirmou a delegada.
Segundo a polícia, as pessoas ouvidas poderão responder criminalmente por falso testemunho se confirmado que elas omitiram informações na primeira versão. Um inquérito foi aberto para apurar o motivo da agressão. Os detalhes do depoimento de Anderson não serão divulgados pela polícia, informou a delegada.
A polícia confirmou que Anderson Lúcio de Oliveira tem passagem por contravenção penal por envolvimento com máquinas caça-níqueis. O comerciante também tem registro de um roubo no qual matou o ladrão, mas a Polícia Civil ressaltou que ele não respondeu por homicídio, já que foi considerado legítima defesa.
Anderson Tingo Oliveira (Foto: Reprodução/TV Tem)Anderson Lúcio de Oliveira está preso
temporariamente (Foto: Reprodução/TV Tem)
'Completamente arrependido'
Carlos Alberto Alves, advogado de Anderson, contou ao G1 nesta segunda-feira (1º) que ainda não entrou com o pedido de liberdade de seu cliente. Ele explicou que aguarda a conclusão do inquérito para decidir os próximos passos da defesa. Ainda conforme Carlos Alberto, a expectativa é que o inquérito seja concluído entre quarta (3) e quinta-feira (4).
O advogado também comentou que seu cliente está abalado e chorando. Ele também está preocupado com sua mãe e tem perguntado sobre o estado de saúde da Fernanda, comentou Carlos Alberto.
Em nota enviada à redação do G1 no dia 27 de agosto, os advogados de defesa do comerciante informam que Anderson está "completamente arrependido". "A defesa informa que acompanha atentamente a colheita das provas e que Anderson está completamente arrependido do ato que praticou e que jamais quis atentar contra a vida de Fernanda", diz a nota.
A defesa do comerciante ainda afirma que foi "surpreendida" pelo pedido de prisão temporária, já que ele "se apresentou espontaneamente à polícia na manhã de terça-feira (19) e relatou o fato às autoridades". Os advogados também dizem que não concordam com o indiciamento por tentativa de homicídio qualificado, pois acreditam "tratar-se de um caso de lesão corporal grave".
A nota assinada pelos advogados Carlos Alberto Alves, Vinícius Bastos e Ariovaldo Souza Barros, diz que eles trabalham para obter a revogação da prisão temporária, mas não esclarece se já entraram com o pedido de habeas corpus. Em contato por telefone com a reportagem, Carlos Alberto afirmou que não daria informações além das que constam na nota oficial.
Vítima estava na frente de clube quando recebeu a cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM)Vítima levou cotovelada após discussão
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Discussão e cotovelada
As imagens da agressão foram registradas por uma câmera de segurança de uma loja de motocicletas do outro lado da avenida onde está localizada a casa noturna onde os dois estavam horas antes na avenida Antonio Dias Bastos, no centro de São Roque.
O vídeo, que foi solicitado pela própria família da vítima ao dono do comércio, mostra Fernanda discutindo primeiro com uma pessoa vestindo uma blusa branca. Depois, ela fala com Anderson, que está de terno e com uma lata de cerveja na mão. Na sequência, o rapaz desfere uma cotovelada contra ela. Pessoas que estavam no local chamaram o resgate, que chegou pouco tempo depois. Anderson permaneceu no local, impassível.
Em entrevista ao G1, o advogado da família de Fernanda, Ademar Gomes, afirmou que vai entrar com pedido de prisão preventiva, por acreditar que Anderson apresenta um risco para a segurança de sua cliente. “Fica claro pelo vídeo que ele é uma pessoa violenta. A nossa intenção tem o objetivo de proteger a Fernanda já que ele é um risco para a sua vida. Nas imagens, dá para ver que ele teve a intenção de matá-la, pois em nenhum momento ele se prontificou em ajudar no socorro”, afirma.
Família do agressor está chocada
Em entrevista ao TEM Notícias na segunda-feira (25), Amilton de Oliveira, irmão do comerciante, afirmou que a família toda está chocada com o que aconteceu: "Ele chora muito. Pediu para gente ver com a família dela tudo o que precisar, porque ele não é esse monstro que estão falando que ele é. É um trabalhador."
A cunhada de Anderson, Cristiane da Cunha, esposa de Amilton, acha que, naquele momento, ele não pensou no que estava fazendo. "Ele é uma pessoa calma. Foi um choque para nós e, pelas informações dos advogados, ele também está muito chocado e arrependido do que fez", disse Cristiane.
Amilton de Oliveira e Cristiane da Cunha (Foto: Reprodução/TV TEM)Amilton de Oliveira e Cristiane da Cunha
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Protesto em redes sociais
Indignados com a agressão sofrida pela auxiliar de produção, moradores de São Roque resolveram protestar em redes sociais contra Anderson, proprietário de um bar na cidade, que está fechado desde sua prisão.
Os usuários se manifestaram em uma página de recomendações e avaliações de bares e lanchonetes. Entre as publicações, os internautas dizem:
"Covarde! Vai pagar criminalmente e seu Bar vai falir por falta de clientes! Mesmo que a moça estivesse alterada, não justifica a violência", diz uma das publicações. E também: "Inconsequente e covarde: tomara que tenha a vida inteira vendo sol nascer quadrado pra pensar no que fez".​
Mulher estava na frente do clube quando foi agredida por cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM)
Mulher estava na frente do clube quando foi agredida por cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM)
Do G1 Sorocaba e Jundiaí

30 de ago de 2014

Escrivão é investigado por suspeita de agredir PM em São Paulo

Policial militar levou soco no rosto e teve de ser levada a hospital.
Agressão ocorreu após acidente de trânsito no Ipiranga, na Zona Sul.


A Corregedoria Geral da Polícia Civil investiga um escrivão suspeito de dirigir embriagado e de agredir uma policial militar durante uma abordagem. A briga aconteceu após um acidente de trânsito na madrugada de sexta-feira (29) no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo.
Segundo as investigações, Fábio Romano, escrivão do 95º Distrito Policial, em Heliópolis, Zona Sul, bateu o carro que dirigia, um Citroën Xsara, em um Corsa na Rua 1822. A dona do veículo atingido acionou a Polícia Militar, que foi até a região do acidente.
Romano e o irmão dele, que também estava no Xsara, fugiram. Após breve perseguição, os policiais militares conseguiram fazer com que o veículo parasse. O policial civil e o irmão, que aparentavam estar embriagados, reagiram à abordagem e agrediram a com um soco a policial militar Marina Nishiyama de Andrade.
Depois da chegada de apoio, a dupla foi detida e algemada. Marina sofreu um corte perto do olho e teve os óculos quebrados por causa da agressão do escrivão. Ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Heliópolis, onde foi medicada e liberada em seguida. Romano e o irmão sofreram ferimentos leves devido à luta que travaram com os PMs durante a resistência à prisão e também foram levados ao PS.
A ocorrência foi registrada na Corregedoria da Polícia Civil, que instaurou inquérito policial e procedimento administrativo para apurar o caso. O G1 não localizou a defesa do escrivão para comentar a agressão. A Secretaria de Estadual de Segurança Pública (SSP-SP) também não informou se o policial ficará afastado das funções durante a investigação.
Do G1 São Paulo

MP apura se policial colaborava com Abdelmassih e rede de informantes

Interceptação telefônica gravou ex-médico dizendo apelido de agente de SP.
Secretaria da Segurança Pública determinou investigação sobre o caso.

Roger Abdelmassih era procurado no programa de recompensas (Foto: Reprodução / Web Denúncia)Roger Abdelmassih era procurado no programa de
recompensas (Foto: Reprodução / Web Denúncia)
O Ministério Público (MP) investiga se um policial de São Paulo colaborava com Roger Abdelmassih e sua rede de informantes para que o ex-médico, condenado a 278 anos de prisão por estupros e foragido da Justiça brasileira, continuasse escondido no Paraguai.
Procurada pela equipe de reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que também irá investigar o caso.

Os promotores têm interceptações telefônicas que flagram Abdelmassih dizendo a um parente o apelido desse policial. Em uma delas, o ex-médico diz que o agente é "amigo" de um dos seus colaboradores financeiros, e ainda "trabalharia junto à Secretaria da Segurança Pública", na capital paulista. Não há confirmação, no entanto, se o funcionário público pertence à Polícia Civil ou é da Polícia Militar.
Na conversa por telefone, gravada com autorização judicial, Abdelmassih diz que o policial poderia ser procurado por seu grupo para vazar dados sigilosos das 15 denúncias que o Programa de Recompensas recebeu sobre possíveis paradeiros do ex-médico. O áudio não menciona dinheiro em troca das informações.
O grampo ainda mostra Abdelmassih pedindo para o familiar acionar seu grupo de colaboradores para procurar o policial e confirmar com ele os locais das denúncias. Desse modo, acreditava ser possível saber se alguma delas indicava o ponto exato onde o ex-médico estava. A escuta não mostra se os informantes encontraram o agente e se ele passou os dados.

Abdelmassih se diz "abatido", na interceptação, e demonstra preocupação se alguma das denúncias feitas pudesse revelar seu esconderijo. O ex-médico comenta, por exemplo, sobre a possbilidade de a Polícia Federal (PF) estar envolvida nas buscas a ele.
Grampo
A gravação ocorreu duas semanas antes de Abdelmassih, de 70 anos, ser preso neste mês em Assunção. Na capital paraguaia, ele usava o nome falso de Ricardo Galeano e morava numa casa alugada de alto padrão com a mulher, a ex-procuradora da República Larissa Sacco, de 37, e os filhos gêmeos do casal.
Indagado pela equipe de reportagem, o advogado Arles Gonçalves Jr, presidente da Comissão de Segurança da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, afirmou que se for comprovado que um policial repassou para um procurado informações sigilosas de denúncias do paradeiro dele, o agente será responsabilizado criminalmente.
“O policial poderá responder por crimes, por exemplo, como favorecimento a fuga de criminoso, obstrução da Justiça, formação de quadrilha, quebra de sigilo”, afirmou Gonçalves Jr. "Ou corrupção, se ele recebeu dinheiro por isso".
Se ficar demonstrado que Abdelmassih e sua rede de informantes tentaram cooptar agente público, eles também poderão responder por crimes. “Poderiam entrar como favorecimento pessoal e formação de quadrilha”, disse o advogado.
Defesa
A equipe de reportagem não localizou a defesa do ex-médico para falar sobre o assunto.  Condenado por estuprar e abusar sexualmente 37 ex-pacientes, Abdelmassih cumpre pena na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista.
O ex-médico sempre negou as acusações de que violentou mulheres na clínica de fertilização que tinha na capital paulista. Em sua defesa, alegava que apenas beijava as pacientes no rosto e que elas estavam tendo alucinações por conta da sedação.
Página do Web Denúncia (Foto: Reprodução / Web Denúncia)Página do Web Denúncia (Foto: Reprodução /
Web Denúncia)
Recompensa
As 130 interceptações feitas nos telefones usados por Abdelmassih ajudaram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP em Bauru, interior paulista, e a PF a localizarem e prenderem no Paraguai o homem mais procurado de São Paulo. Ele foi pego por um delegado federal e policiais paraguaios. A Polícia Civil paulista não participou da prisão em Assunção.
Apesar de o Programa de Recompensa ter oferecido R$ 10 mil para quem desse informações precisas que levassem ao esconderijo de Abdelmassih, e 15 denúncias terem sido feitas, o prêmio não foi pago. A SSP e o Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), parceiros do programa, avaliaram que as denúncias dos prováveis paradeiros do ex-médico não foram relevantes para a investigação.
A pasta é responsável pelo pagamento do prêmio e o instituto por administrar o programa.

Procurada pelo G1 para comentar o assunto, a SSP informou que irá apurar a informação de que Abdelmassih menciona o apelido de um policial que seria ligado à pasta da segurança.
“O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, determinou a abertura imediata de investigação para apurar a existência do suposto policial e eventuais ligações dele com parceiros do ex-médico“, informa a nota da assessoria de imprensa da pasta.
Questionado pela equipe de reportagem, Mario Royo, gerente de projetos do ISPCV, respondeu que as denúncias são recebidas por telefone (Disque Denúncia 181) e internet (Web Denúncia).

De acordo com o representante, o instituto fica num local que não pode ser divulgado, mas não é no prédio da SSP. O atendimento ao público não é feito por policiais. E os dados dos denunciantes são confidenciais e mantidos sob sigilo por meio de códigos criptografados.

“O nosso papel é recolher informação tal e qual vem, sem mexer nada, registrar isso no formulário, e passar isso para policia. Não temos mais nenhuma ingerência e nem podemos ter sobre o trabalho policial”, disse Royo. “Os policiais [civis e militares] que recebem a informação, atuam da forma que tem que atuar.”
Do G1 São Paulo

29 de ago de 2014

Carro com 730 tabletes de maconha bate e três são presos na Grande SP

Caso aconteceu em Itapecerica da Serra, na rodovia Régis Bittencourt.
Dois homens e um adolescente foram levados para a delegacia da cidade.


Dois homens e um adolescente foram detidos após serem pegos com 730 tabletes de maconha, o que equivale ao peso de 720 a 750 quilos. O carro em que um deles estava bateu na Rodovia Régis Bittencourt, na altura de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (28).
Os outros dois, que seguiam em um carro à frente, voltaram, resgataram o companheiro e pegaram uma parte da droga. A Polícia Rodoviária foi acionada por motoristas que achavam que a carga estava sendo roubada.
Policiais então perseguiram o carro da frente e encontraram os três. Os suspeitos e a droga foram levados para a delegacia de Itapecerica da Serra.
Do G1 São Paulo

Tribunal Militar dá liberdade a PMs suspeitos de matar pichadores

Quatro policiais estão presos desde 6 de agosto no Romão Gomes.
PMs alegam que pichadores estavam armados.


Interrogatório dos PMs presos suspeitos de executarem pichadores em um prédio em São Paulo (Foto: Reprodução)Interrogatório dos PMs presos suspeitos de
executarem pichadores em um prédio
na Mooca. (Foto: Reprodução)
O Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (2) expedir alvarás de soltura para os policiais militares André de Figueiredo Pereira, Danilo Keity Matsuoka, Amilcezar Silva e Adilson Perez Segalla, investigados pela morte de dois pichadores em um prédio na Mooca, na Zona Leste de São Paulo, em 31 de julho.

Os PMs foram detidos administrativamente em 6 de agosto, foram presos temporariamente no dia seguinte por determinação da Justiça Militar. Eles se encontravam no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Segundo a PM, eles devem ser notificados e imediatamente liberados para voltar ao batalhão de origem, onde prestarão serviços administrativos.

Os quatro policiais militares declararam durante interrogatório ter atirado oito vezes contra a dupla para se defender e revidar os disparos que alegaram ter recebido.
Segundo a versão dos PMs, Alex Dalla Vecchia Costa, de 32 anos, e Ailton dos Santos, de 33 anos, estavam armados e teriam dado ao menos três tiros antes de serem mortos. Um policial ainda disse ter sido ferido no braço durante o tiroteio.
Nos documentos, os policiais relataram ter tido informações de que Alex e Ailton, na verdade, eram, inicialmente, “indivíduos” não identificados que haviam “adentrado” o Edifício Windsor, na Avenida Paes de Barros, na Mooca, no final do mês passado, para roubar.

Para as famílias das vítimas, no entanto, os dois homens mortos eram pichadores e não criminosos armados. Segundo os parentes, eles haviam invadido o condomínio residencial para pichar. Apesar disso, não foram apreendidas latas de spray de tinta nas suas mochilas.
Além do mais, nas oito folhas de interrogatórios, os policiais não mencionam em qualquer momento a palavra “pichar”, ou outras, como, “pichação” ou “pichadores”. Os mortos são tratados como “infratores” pelos agentes, que registraram o caso na Polícia Civil como “morte decorrente de intervenção policial”.

Posteriormente, as investigações foram assumidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e Corregedoria da PM, que pediu a prisão deles por entender que houve "conduta irregular" na ação que resultou na morte dos pichadores. Foram analisadas câmeras de segurança que mostram Alex e Ailton entrarem no prédio, no hall e no elevador. As imagens também gravaram a chegada dos policiais. Não há registro de cenas do tiroteio.

Ainda em seus depoimentos à corporação, os PMs contaram que fizeram “varredura” até o 18º andar. Viram a porta de um apartamento entreaberta e entraram em busca dos “indivíduos”. Lá, se dividiram: o tenente Danilo e o cabo Adilson foram para os “fundos” do imóvel, onde Ailton estaria armado com uma pistola 380. Enquanto o sargento Amilcezar e o cabo André se dirigiram à cozinha, para onde teria ido Alex com um revólver calibre 38.

Sem precisarem horários, os policiais disseram ter ficado a distâncias que variam entre 2 metros a 4 metros dos suspeitos. Relataram que ao se aproximarem, foram recebidos a tiros por Aílton e Alex, que fez três disparos. Os PMs revidaram atirando oito vezes.
Em outro trecho do interrogatório, um policial afirma que os PMs só atiraram para revidar os disparos feitos pelos dois suspeitos (Foto: Reprodução)Em outro trecho do interrogatório, um policial afirma que os PMs só atiraram para revidar. (Foto: Reprodução)
Os agentes usaram pistolas .40. As armas deles e as atribuídas às vítimas foram apreendidas para análises de balística no Instituto de Criminalística da Superintendência da Polícia Técnico-Científica. Também não há informações sobre quantos tiros atingiram os pichadores. A maior parte dos ferimentos foi no tórax.

Danilo disse que disparou duas vezes e Adilson contou ter dado um tiro. “O infrator efetuou disparos em direção ao interrogado, que diante das agressões o interrogado e o cabo PM Segala revidaram efetuando disparos em direção ao infrator, que foi atingido e caiu no solo”, disse o tenente no seu interrogatório. “Foi solicitado resgate no local, onde foi constatado o óbito de ambos os indivíduos”.

Amilcezar afirmou ter gritado “polícia” antes de revidar três vezes os tiros que recebeu. “Visualizou um indivíduo com uma arma na mãos e na sequência efetuou disparos em sua direção”, informa o relato do sargento, que ficou ferido ao ser baleado, segundo ele, por um dos agressores. “Na tentativa de se proteger deu um passo para trás por ter sentido um tranco no braço; foi quando o interrogado percebeu que foi atingido por um disparo de arma de fogo em seu braço esquerdo”.
Pichadores (Foto: Reprodução/ Divulgação)Pichadores mortos fazem foto 'selfie' em elevador
de prédio de SP(Foto: Reprodução/ Divulgação)
Um laudo irá confirmar se a bala que atingiu Amilcezar partiu da arma atribuída aos suspeitos ou foi disparada pelos próprios PMs. Em seu interrogatório, André falou que fez dois disparos. 

Nos quatro relatos que os policiais deram, eles foram unânimes ao responder a pergunta feita pela PM se “havia como ter evitado o confronto”. “Não, pois deparou com o infrator com a arma nas mãos e disparando-a contra a guarnição”, declararam todos os agentes investigados.

Os PMs detidos também estariam respondendo a outros processos por conta de ações que resultaram em mortes. A equipe de reportagem não conseguiu localizar os parentes das vítimas para comentar o assunto.
Do G1 São Paulo

Aécio Neves diz que governar o Brasil não é para 'principiantes'

Candidato do PSDB participou de ato de campanha na capital paulista.
Para ele, Brasil precisa 'de gente experiente', não de 'novas experiências'.


Aécio toma café com aliados e operários em obra em São Paulo (Foto: Glauco Araújo/G1 SP)Aécio toma café com aliados e operários em obra
em São Paulo (Foto: Glauco Araújo/G1 SP)
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira (28) em São Paulo que governar o Brasil "não é para principiantes". Ele disse ainda que o país não precisa de "novas experiências", mas sim de governantes experientes. Nesta quarta (27), ele já havia feito comentário parecido ao falar sobre o desempenho de Marina Silva (PSB) nas pesquisas. A candidata, que entrou na disputa após a morte de Eduardo Campos, aparece à frente do tucano na última pesquisa Ibope*. Na ocasião, Aécio disse que o Brasil não é para "amadores".
As declarações de Aécio foram feitas logo no início da manhã desta quinta, quando o candidato fez campanha na porta de uma obra de um condomínio em São Paulo. Depois de conversar e tirar fotos com operários, ele fez um discurso para os trabalhadores da construção civil e representantes da categoria.
"O Brasil não precisa de novas experiências. Precisa de um governo consistente e capaz de fazer as mudanças necessárias. O Brasil vai enfrentar um futuro dificil e com uma complexidade muito grande. Temos de desarmar várias bombas-relógio armadas por esse governo. O Brasil não é para principiantes, é para gente experiente e competente", afirmou.
Aécio falou sobre o resultado da última pesquisa de opinião divulgada nesta semana. "Existem três alternativas. A primeira delas é a que representa a continuidade disso que está aí, do governo que fracassou na condução da economia, na gestão do estado e nas melhorias dos indicadores sociais."
Ele voltou a falar sobre o crescimento de Marina na pesquisa Ibope. "A segunda alternativa surge agora e terá a oportunidade de mostrar suas propostas e dizer o que pretende fazer e com quem fazer". Aécio concluiu dizendo que ele é a melhor opção entre os três candidatos. "A nossa alternativa é mais segura, discutida em profundidade com todos os segmentos sociais, que é a mudança mais consistente que o Brasil busca. Porque para mudar é preciso ter ideias, mas é importante ter pessoas que transformem essas ideias em realidade, em benefícios para as pessoas. Quem tem melhores condições de fazer isso somos nós."
Expectativa de 2º turno
Aécio disse que terá tempo para conseguir ir ao 2º turno. "Temos 40 dias pela frente e estou confiante. A melhor pesquisa, a pesquisa boa é a de 5 de outubro. Tivemos mudanças no quadro eleitoral com a morte de Eduardo Campos, mas não tenho propostas improvisadas para o Brasil."
Propostas
Aécio apresentou algumas propostas relacionadas à geração de empregos. "Vou garantir o reajuste real do salário mínimo, inclusive o reajuste da tabela do Imposto de Renda. Vou garantir melhores condições aos aposentados com reajuste real de suas aposentadorias. Vamos combater a inflação sem tréguas. Nós [PSDB], que já acabamos com a inflação no passado, temos autoridade para dizer que temos tolerância zero com a inflação."
Ele afirmou que vai manter "diálogo com todas as centrais sindicais". "Economia que não cresce não gera empregos. Dados do Caged, do Ministério do Trabalho, mostram que neste último mês tivemos o pior julho do século em geração de emprego com carteira assinada. O mesmo já tinha ocorrido em junho e em maio. Isso é sinalização de que o atual governo perdeu a capacidade de gerenciar as expectativas necessárias para a retomada do crescimento de nossa economia."
"Brasil vive uma dramática crise em sua indústria. Inúmeras empresas já anunciaram demissões. Isso ocorre em razão da incapacidade do governo garantir a competitividade para quem produz aqui no país."
Voto branco e nulo
"Não podemos permitir que o Brasil permaneça mais quatro anos nas mãos desse grupo político que só quer saber de se manter no poder. Quem vota branco ou nulo acaba votando em que está no poder", finalizou Aécio.
(*) O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios entre os últimos sábado (23) e segunda-feira (25). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.
Aécio Neves toma café da manhã com operários da construção civil em São Paulo (Foto: Glauco Araújo/G1)
Aécio Neves toma café da manhã com operários da construção civil em São Paulo (Foto: Glauco Araújo/G1)
Do G1 SP
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