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2 de set de 2014

Gravação mostra pai de Bernardo falando sobre a morte da ex-mulher

Leandro Boldrini diz que Odilaine levou arma à clínica onde ele trabalhava.
Já na prisão, ele conta que não viu o momento em que ex-mulher deu tiro.


O cirurgião Leandro Boldrini, preso preventivamente pela morte do filho Bernardo no Rio Grande do Sul, deu sua versão sobre a morte da ex-mulher, Odilaine Uglione, em 2010. Em gravação feita quando o médico já estava na prisão, mostrada com exclusividade pelo Fantástico, da TV Globo, Leandro diz que Odilaine levou uma arma até a clínica onde o então marido trabalhava em Três Passos, Noroeste do estado, e apontou para ele (confira no vídeo).
"Ela sacou a arma de dentro da bolsa que ela tinha no colo, com a mão direita. Ela olhou para mim e apontou a arma nos meus olhos. Pensei: ‘pá, morri’", conta o médico.
Leandro Boldrini caso Bernardo Boldrini RS (Foto: Reprodução/TV Globo)Leandro Boldrini falou sobre morte da ex-mulher na
prisão (Foto: Reprodução/TV Globo)
À época, a investigação da Polícia Civil concluiu que a mulher se suicidou, fato contestado pela defesa da avó materna do menino, Jussara Uglione. O médico, no entanto, diz não ter visto o que aconteceu depois que teve a arma apontada para si. "Procurei me abaixar e saí pelo lugar onde eu tinha entrado, e realmente escutei o estampido. Achei que tinha acertado em mim", afirmou.
O corpo de Bernardo foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, no noroeste do estado, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Boldrini, são réus no processo a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga Edelvânia Wirganovicz e o irmão Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Caso Bernardo (Foto: Reprodução)Leandro era carinhoso com a mulher, mas
provocava Bernardo (Foto: Reprodução/TV Globo)
O advogado da avó de Bernardo, Marlon Taborda, vai pedir a reabertura das investigações sobre o suicídio da mãe da criança. Taborda foi motivado a fazer o pedido após a divulgação de um vídeo que mostra uma briga entre a criança, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini. As imagens foram recuperadas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) do celular de Leandro.
Na gravação, Bernardo discute com o pai e com a madrasta quando eles falam sobre Odilaine.
Leandro: Eu sei que tua mãe é o máximo para ti. Mas simplesmente, ela te abandonou.
Bernardo: Ela não me abandonou. Tomara que tu morra! E essa coisa que morra junto!
Leandro: Tu vai ir antes. Doente do jeito que tu tá desse jeito. Teu fim vai ser igual ao da tua mãe.
Para o advogado, Graciele dá a entender que Odilaine foi assassinada. “Houve uma confissão da morte da Odilaine, que o Bernardo vai ter o mesmo fim que a mãe”, afirma Marlon. A polícia não informou se vai reabrir o caso.
Carinhoso com a mulher
Obtido com exclusividade pelo Fantástico, um novo vídeo mostra um casal apaixonado. Graciele e Leandro estão juntos em uma praça. “É a praça do amor, né?”, questiona a madrasta de Bernardo, sorrindo, com uma cuia de chimarrão na mão. Leandro concorda. Treze dias depois da gravação, o menino foi morto.
A polícia diz que, com a mulher Graciele, Leandro era carinhoso. Porém, um vídeo gravado em junho de 2013 mostra que a atitude com o filho era diferente. Leandro provoca várias vezes a criança nas imagens.
Leandro: Baixa esse facão, rapaz.
Bernardo: Não.
Bernardo: Então, para o vídeo. Senão, não vou parar.
Leandro: Eu mando em você. Eu mando. Baixa isso aí.
Na terça-feira (26), testemunhas começaram a ser ouvidas pela Justiça. Foi quando novos vídeos sobre o caso começaram a aparecer. O pai de Bernardo tinha apagado as gravações do celular, mas a perícia conseguiu recuperá-las. Em alguns trechos, só existe áudio. "Socorro. Meu pai me agrediu. Socorro", grita o menino.
A polícia acredita que Leandro e Graciele fizeram as filmagens com a intenção de mostrar para a Justiça que Bernardo tinha um comportamento agressivo. Seria uma forma de se defender, já que nos vídeos, o menino fala várias vezes que vai denunciar o casal.
Graciele: Quer o telefone emprestado para denunciar?
Bernardo: Sim.
Graciele: Ah... (risos)
Bernardo: Empresta. Empresta.
Graciele: Quer denunciar, se vira. Não empresto. Te vira.
Mas, para a acusação, os vídeos acabaram incriminando os dois. "Os gritos do Bernardo demonstram como ele era tratado dentro de casa. Tratado com ódio", afirma Marlon Taborda, advogado da avó materna de Bernardo.
'Estresse máximo', diz especialista
"É uma situação de estresse máximo, onde nós temos uma criança acuada, que está em franco desespero, desamparo", comenta Jair Mari, professor do departamento de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Mari avalia que a atitude do pai de Bernardo deveria ser diferente. "Estamos observando tudo aquilo que não deve ser feito. Estimulando a humilhação e não o acolhimento, que seria em falar: ‘se acalma. O papai está aqui. O papai ama você’", explica.
O professor do Departamento de Psiquiatria da UFRGS Luís Augusto Rohde explica como o pai de Bernardo deveria agir nesta situação. "É importante em situações que a criança está descontrolada poder abraçá-la, poder contê-la, poder mostrar que alguém que a ajude a se controlar", destaca.
GNews - Menino Bernardo (Foto: globonews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em uma
cova  (Foto: Reprodução)
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Do G1 RS

30 de ago de 2014

'Vamos lá, machão', provoca pai em vídeo que mostra Bernardo com faca

Peritos analisaram três celulares do casal e recuperaram imagens.
Menino foi assassinado em abril; quatro pessoas estão presas pelo crime.


Dois novos vídeos de 2013 mostram brigas entre Bernardo e o pai, Leandro Boldrini. As gravações foram feitas pelo celular do médico e recuperados pela perícia. O menino de 11 anos foi assassinado em abril. O pai e a madrasta, Graciele Ugulini, estão presos por envolvimento no crime. As imagens são fortes. Em um trecho, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão (assista ao vídeo acima). Os arquivos foram obtidos pelo jornal Zero Hora.
Em um dos vídeos, de junho de 2013, o médico provoca o filho. "Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão", afirma. Com uma faca na mão, Bernardo pede que o pai pare de gravar imagens suas com o celular. De acordo com a polícia, Leandro e Graciele fizeram as imagens para mostrar que o menino tinha comportamento agressivo.
Imagens mostram nova briga entre pai e menino (Foto: Reprodução/G1)Imagens mostram nova briga entre pai e
menino (Foto: Reprodução/G1)
De acordo com o Instituto Geral de Perícias, seis equipamentos de propriedade do casal foram analisados: quatro aparelhos celulares, sendo que um deles estava danificado, um GPS e um tablet. O trabalho foi desenvolvido em duas semanas entre processamento e geração de laudos e anexos.
A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo. Na segunda gravação, Bernardo chora, escondido dentro de um armário.
Veja a transcrição do vídeo
Leandro: Abre a porta aqui, eu quero te mostrar uma coisa.
Bernardo: Não quero escutar nada.
Leandro: Não seja tão agressivo.
Bernardo abre a porta do banheiro: Porque tu é um idiota.
O menino pega uma faca
Leandro: É contigo. Tu tá agindo pelos teus próprios atos. Vamos, vai. Vamos ver se tu é corajoso. Isso aqui vai ser mostrado para quem tu quiser saber. Vamos, machão.
Bernardo vai para outro cômodo e abre um armário.
Bernardo: Não tem o que eu quero.
Leandro: O quê
Bernardo: Álcool.
Leandro: Para quê?
Bernardo: (inaudível). Não te interessa.
Em seguida, ele aponta a faca na direção do pai.
Leandro: Baixa essa faca. Baixa essa faca, rapaz.
Bernardo: Não abaixo.
Leandro: Faz alguma coisa comigo com essa faca comigo que tu vai ver.
Bernardo: Tá bom, então segura esse telefone.
Leandro: Larga isso, rapaz.
Bernardo: Não largo.
Leandro: Larga, tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô.
Leandro: Tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa.
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa. Te odeio igual.
Leandro: Para com isso, rapaz. Para
Bernardo:(inaudível) Medroso...
Leandro: Para com isso. Para, rapaz. Tira essa faca.
Bernardo: Não, então dá o telefone.
Leandro: Não, o telefone é uma coisa minha. Inventa de fazer uma coisa comigo. Faz, faz!
Bernardo: Medroso.
Leandro: Tá, encerrou? Encerrou?
Bernardo: Não.
(Bernardo sai e pega um facão)
Leandro: Terminou teu show? Terminou teu show?
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa esse facão, rapaz.
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa essa merda, ai rapaz! Baixa essa merda, ai rapaz!
Bernardo: Então apaga o vídeo.
Leandro: Então tu primeiro larga essa coisa no chão.
Bernardo: Então para o vídeo. Senão eu não vou parar.
Leandro: Eu mando em você. Eu mando.
Bernardo: Tira o vídeo!
Leandro:  Tirei.
Na quinta-feira, vídeo de briga com casal e menino foi divulgado
Na quinta, o G1 teve acesso a outro  vídeo que mostra uma briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele. As imagens foram gravadas no celular do pai do menino em agosto de 2013.  O vídeo capta os pedidos de socorro de Bernardo, de 11 anos, assassinado em abril deste ano.

O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.


É possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.
GNews - Menino Bernardo (Foto: globonews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em uma
cova  (Foto: Reprodução)
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Do G1 RS

Por 'divergências', advogado deixa de defender o pai do menino Bernardo

Jader Marques diz que teve revogados poderes para representar acusado.
Leandro Boldrini quer estratégia diferente para sua defesa, diz Marques.


Advogado de Leandro Boldrini concedeu entrevista coletiva nesta segunda  (Foto: Caetanno Freitas/G1)Jader deixou de defender o pai de Bernardo
Boldrini (Foto: Caetanno Freitas/G1)
O advogado Jader Marques não representa mais o médico Leandro Boldrini, um dos acusados do assassinato do menino Bernardo Boldrini em abril deste ano no Rio Grande do Sul. Na tarde deste sábado, Marques comunicou que teve os poderes para representar o acusado revogados devido a "divergências" na defesa.
"Por divergências com Leandro Boldrini sobre a condução da sua defesa técnica, recebo com naturalidade a revogação dos poderes para atuar em nome deste nos procedimentos em que é parte. Na próxima segunda, Leandro Boldrini apresentará novo defensor", declarou o advogado.
O corpo de Bernardo foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, no noroeste do estado, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Boldrini, são réus no processo a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga Edelvânia Wirganovicz e o irmão Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A decisão foi tomada um dia após a divulgação de dois novos vídeos de 2013 mostrando brigas de Graciele e Leandro com a criança. As gravações foram feitas pelo celular do médico e recuperados pela perícia após terem sido apagadas. As imagens são fortes. Em um trecho, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão. Os arquivos foram obtidos pelo jornal Zero Hora.
Em um dos vídeos, de junho de 2013, o médico provoca o filho. "Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão", afirma. Com uma faca na mão, Bernardo pede que o pai pare de gravar imagens suas com o celular. De acordo com a polícia, Leandro e Graciele fizeram as imagens para mostrar que o menino tinha comportamento agressivo.
Imagens mostram nova briga entre pai e menino (Foto: Reprodução/G1)Imagens mostram nova briga entre pai e
menino (Foto: Reprodução/G1)
De acordo com o Instituto Geral de Perícias, seis equipamentos de propriedade do casal foram analisados: quatro aparelhos celulares, sendo que um deles estava danificado, um GPS e um tablet. O trabalho foi desenvolvido em duas semanas entre processamento e geração de laudos e anexos.
A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo. Na segunda gravação, Bernardo chora, escondido dentro de um armário.
Veja a transcrição do vídeo
Leandro: Abre a porta aqui, eu quero te mostrar uma coisa.
Bernardo: Não quero escutar nada.
Leandro: Não seja tão agressivo.
Bernardo abre a porta do banheiro: Porque tu é um idiota.
O menino pega uma faca
Leandro: É contigo. Tu tá agindo pelos teus próprios atos. Vamos, vai. Vamos ver se tu é corajoso. Isso aqui vai ser mostrado para quem tu quiser saber. Vamos, machão.
Bernardo vai para outro cômodo e abre um armário.
Bernardo: Não tem o que eu quero.
Leandro: O quê
Bernardo: Álcool.
Leandro: Para quê?
Bernardo: (inaudível). Não te interessa.
Em seguida, ele aponta a faca na direção do pai.
Leandro: Baixa essa faca. Baixa essa faca, rapaz.
Bernardo: Não abaixo.
Leandro: Faz alguma coisa comigo com essa faca comigo que tu vai ver.
Bernardo: Tá bom, então segura esse telefone.
Leandro: Larga isso, rapaz.
Bernardo: Não largo.
Leandro: Larga, tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô.
Leandro: Tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa.
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa. Te odeio igual.
Leandro: Para com isso, rapaz. Para
Bernardo:(inaudível) Medroso...
Leandro: Para com isso. Para, rapaz. Tira essa faca.
Bernardo: Não, então dá o telefone.
Leandro: Não, o telefone é uma coisa minha. Inventa de fazer uma coisa comigo. Faz, faz!
Bernardo: Medroso.
Leandro: Tá, encerrou? Encerrou?
Bernardo: Não.
(Bernardo sai e pega um facão)
Leandro: Terminou teu show? Terminou teu show?
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa esse facão, rapaz.
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa essa merda, ai rapaz! Baixa essa merda, ai rapaz!
Bernardo: Então apaga o vídeo.
Leandro: Então tu primeiro larga essa coisa no chão.
Bernardo: Então para o vídeo. Senão eu não vou parar.
Leandro: Eu mando em você. Eu mando.
Bernardo: Tira o vídeo!
Leandro:  Tirei.
Na quinta-feira, vídeo de briga com casal e menino foi divulgado
Na quinta, o G1 teve acesso a outro  vídeo que mostra uma briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele. As imagens foram gravadas no celular do pai do menino em agosto de 2013.  O vídeo capta os pedidos de socorro de Bernardo, de 11 anos, assassinado em abril deste ano.

O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.

É possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.
GNews - Menino Bernardo (Foto: globonews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em uma
cova  (Foto: Reprodução)
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Do G1 RS

28 de ago de 2014

Vídeo mostra pai usando celular para filmar briga com Bernardo; assista

Menino foi assassinado em abril; quatro estão presos por envolvimento.
Imagens gravadas em 2013 mostram briga com o pai e a madrasta .


G1 teve acesso ao vídeo que mostra uma briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele. As imagens foram gravadas no celular do pai do menino. Na maior parte do tempo, não é possível ver a discussão. Apenas no início, o médico aparece deixando o celular no cômodo. O vídeo capta os pedidos de socorro de Bernardo, de 11 anos, assassinado em abril deste ano (assista ao vídeo acima).
O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.
É possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.
"Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou", afirma Leandro. Na sequência, Graciele diz que a mãe de Bernardo [Odilaine, que cometeu suicídio em 2010] era "vagabunda", revoltando o garoto. "Tomara que tu morra. Tomara que tu morra! E essa coisa [Graciele] que morra junto!", grita Bernardo.

Procurado pelo G1, Jader Marques, advogado do pai de Bernardo, argumentou que o vídeo é de 2013 e mostra a realidade do conflito familiar difícil, mas, segundo ele, "não altera a situação da falta de provas" da participação de Leandro no homicídio ou no suicídio da mãe do menino. O escritório do advogado da madrasta, Vanderlei Pompeo de Mattos, informou que ele não pretende se manifestar sobre o tema.
Vídeo mostra pai usando celular para filmar briga com Bernardo (Foto: Reprodução/G1)Vídeo mostra pai usando celular para filmar
briga com Bernardo (Foto: Reprodução/G1)
Veja a transcrição 
Bernardo: Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!
Leandro: Vamos se acalmar. Vai para o teu quarto.
Bernardo: Socorro! Meu pai vai me agredir. Socorro! Socorro!! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Não! (...)
Leandro: Respeita a tua irmã, a Maria aqui…
Bernardo: Socorro, socorro! Eu vou contar... Vocês me agrediram!! Socorro, socorro, socorro. Meu pai me agrediu.
Graciele: Fecha a porta… (diz para Leandro)
Bernardo: Socorro! Socorro! Socorro! (...)
Eu quero denunciar, empresta o telefone, eu quero denunciar vocês! Empresta, quero denunciar!
Leandro: Aqui quem manda sou eu.
Bernardo: Eu quero denunciar, empresta!
Leandro: Ou tu entra, ou tu sai. E se entrar fala baixo.
Bernardo: Empresta o telefone agora! Empresta! Empresta o telefone. Empresta! Empresta o telefone agora! Tu falou que eu poderia denunciar, então empresta! Empresta!
Leandro: Tchê, a Maria...
Bernardo: Empresta! Empresta o telefone.
Graciele: Sim, tu quer o telefone emprestado para denunciar? (risos)
Bernardo: Sim! Empresta!
Graciele: Quer denunciar, te vira! Não empresto. Te vira!
Bernardo: Empresta!
Leandro: Cuidado a Maria aqui, rapaz! Escuta aqui ó, que bagunça é essa?
Bernardo: Socorro!!
Leandro: E fecha a porta, né?
Bernardo: As pessoas estão olhando…
Leandro: Viu?
Bernardo: As pessoas estão olhando…
Graciele: Vai lá, vai lá pedir socorro.
Bernardo: Vão vocês!
Graciele: Tu que tá pedindo! Tu que está gritando!
Leandro: Quem que começou a bagunça?
Bernardo: Vocês me agrediram, tu me agrediu.
Graciele: E vou agredir mais. A próxima vez que tu abrir a boca para falar de mim, eu vou agredir mais.
Leandro: Xingando ela. Ninguém merece ser xingado, né, rapaz.
Graciele: Eu vou agredir mais, eu não fiz nada em ti.
Bernardo: Fez sim. Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz de fazer.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia a viver nesta casa contigo incomodando. Tu não sabe do que eu sou capaz.
Bernardo: (inaudível) Queria que tu morresse
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz. Vamos ver quem tem mais força. Aí nós vamos ver quem tem mais força.
Bernardo: Quando tu morrer.
Graciele: É, vamos quem tem mais força. Vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro
Bernardo: Tu. Tu vai..
Graciele: Então tá, se tu tá dizendo.
Bernardo: Tu, tu vai…
Graciele: Vamos ver quem vai primeiro.
Bernardo: Coitada da Maria, vocês vão agredir ela aqui também! Vão sim!
Graciele: Ela está comigo.
Bernardo: Vão agredir ela depois…
Graciele: Ah, então tá.
Leandro: Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou…
Bernardo: E tu traiu ela!
Leandro: Como é que ele tem isso na cabeça?
Graciele: É… Ela que andava com tudo que é homem aí, ó! Ela que era vagabunda, Bernardo!
Bernardo: Não era! Minha mãe não é vagabunda!
Graciele: Então vai perguntar para as pessoas da cidade o que tua mãe fazia! Pergunta!
Bernardo: Minha mãe não era vagabunda…
Graciele: Então pergunta para as pessoas o que tua mãe fazia com teu pai.
Leandro: Eu sei que tua mãe é o máximo para ti, mas simplesmente ela te abandonou.
Bernardo: Não, ela não me abandonou. Foi culpa tua, sim!
Graciele: Ela que pensou em matar teu pai.
Bernardo: Porque ele estava incomodando ela.
Leandro: Ela foi lá na vila com o cara, comprou uma 38 para ir ao consultório com duas balas. O que ia acontecer comigo?
Bernardo: Tinha que ter matado mesmo!
Leandro: E o que ia sobrar de ti?
Bernardo: Tinha que ter te matado!
Leandro: Mas o que eu tenho que ver, cara?
Bernardo: Tem de morrer!
Leandro: Tenho de pegar com minha vida por causa de gente à toa?
Bernardo: Sim!
Leandro: De gente que não presta?
Bernardo: Tomara que tu morra! E essa coisa [Graciele] que morra junto!
Graciele: Tu vai ir antes. Doente que tu está desse jeito…
Leandro: Quanta gente…
Graciele:  Igual a tua mãe. Teu fim vai ser igual o da tua mãe.
Bernardo: Não!
Graciele: Então tá…
Leandro: Eu salvo uns quatro ou cinco todo dia, tiro as pessoas de dentro do caixão.
Bernardo: Não tira!
Leandro: Elas aparecem uma semana depois caminhando lá no consultório.
Bernardo: Não!
Leandro: Eu acho que tenho uma função nesse mundo…
Bernardo: De morrer, tem que morrer!
Leandro: Deixa que eu morro a hora que Deus quiser…
Graciele: É, a hora que Deus quiser.
Leandro: Não é pela tua boca.
Bernardo: Tu vai morrer.
Leandro: Me respeita!
Bernardo: Vou rezar para tu morrer.
Graciele: Então vai, te ajoelha.
Leandro: Tu vai ficar 20 anos rezando. Quanto mais tu rezar, pior vai ser. Mais eu vou durar.
Bernardo: Tomara que tu morra. (fala inaudível)
Leandro: O que tu falou?
Bernardo: Não te interessa!
Leandro: É, é… 'Froinha', que não é capaz de falar. Se fosse macho falava melhor!
Bernardo: Ó a polícia!!
Graciele: Vai lá então… Vamo, desce lá!
Bernardo: Não…
Graciele: Desce lá.
Bernardo: Tu me agrediu!
Graciele: Vai lá, Bernardo…
Bernardo: Tenho marca aqui… Tu me agrediu. Eu tenho marca aqui.
Graciele: Vai lá, Bernardo! Ô, cagão! Ô, cagão, desce lá, cagão! Cagou nas calças? Cagou nas calças?
Bernardo: Vamos…
Graciele: Como, vamos? Cagão, vai atrás do teu pai, vai lá, macho! Vai lá, cagão.
Bernardo: Meu pai me agrediu…
Graciele: Vai dizer, então! Vai! Cagão.
Bernardo: Tu me bateu, tu me bateu, tu me bateu. Tu me agrediu!
Leandro: Faço tudo para dar certo e a polícia chega na minha casa no sábado à noite.
Graciele: É, ahã.
Bernardo: Tu me bateu também…
Graciele: É um cagão mesmo! Agora vai atrás do papai. Cagão.
Bernardo: Tu me bateu, conta que tu me bateu...
(longo trecho em silêncio)
Leandro: E esse remédio aqui?
Bernardo: Tu vai me matar…
Leandro: Quantos quilos tu tem?
Bernardo: Não sei. (inaudível)
Graciele: Dá sessenta gotas…
Bernardo: Eu vou me matar… Eu vou... Eu vou me matar.
Graciele: Dá uma faca, Leandro!

(minutos depois)
Leandro: Você sabe o que está fazendo, você sabe…
Bernardo: Meu pai mandou eu te pedir desculpas.
Leandro: Você sabe o que está fazendo…
Bernardo: Eu quero me matar…
Graciele: Trouxa, retardado… Esse guri é louco, um retardado...
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Do G1 RS e da RBS TV, em Santa Maria

27 de ago de 2014

Bernardo gritava por socorro e era ameaçado por madrasta; ouça

Menino foi assassinado em abril; pai e madrasta estão presos pela morte.
Existência de vídeo foi revelada por delegada durante audiência na terça.




Um vídeo obtido durante uma perícia no telefone celular de Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, mostra uma briga entre a família e o garoto, assassinado em abril deste ano no Rio Grande do Sul. Na manhã desta quarta-feira (27), a RBS TV e o G1 tiveram acesso com exclusividade a um trecho em áudio do material, que será usado como principal prova pela acusação no processo da morte. As declarações são fortes. O menino de 11 anos foi assassinado em abril.
"Socorro, socorro, socorro", grita o menino, cinco vezes seguidas. "Vocês me agrediram, tu me agrediu", afirma Bernardo a Graciele.
Veja a transcrição (alguns trechos são inaudíveis)
Bernardo: Socorro.
Leandro: Vamos se acalmar. Vai para o teu quarto.
Bernardo: Socorro (...) vai me agredir. Socorro, socorro, socorro.
Graciele: (inaudível) Vai lá pedir socorro, vai lá.
Bernardo: Vão vocês!
Leandro: Quem que começou a bagunça?
Bernardo: Vocês me agrediram, tu me agrediu.
Graciele: E vou agredir mais. A próxima vez que tu abrir a boca para falar de mim, eu vou agredir mais.
Leandro: Xingando ela. Ninguém merece ser xingado, né, rapaz.
Graciele: Eu vou agredir mais, eu não fiz nada em ti.
Bernardo: Fez sim. Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia a viver nesta casa contigo incomodando. Tu não sabe do que eu sou capaz.
Bernardo: (inaudível) Queria que tu morresse
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz. Vamos ver quem tem mais força. Aí nós vamos ver quem tem mais força.
Bernardo: Quando tu morrer
Graciele: É, vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro
Bernardo: Tu. Tu vai
Graciele: Então tá, se tu tá dizendo.
O vídeo, gravado na véspera do Dia dos Pais de 2013, mostra um quarto, que parece ser do casal. O celular está posicionado em um canto. O menino Bernardo não aparece em um primeiro momento. É possível apenas escutar seus gritos, como se estivesse preso em outro espaço da casa. Ele pede socorro e diz que foi agredido.
Depois, o menino já está no mesmo quarto que Leandro e Graciele. No local é possível ouvir o diálogo onde Graciele diz que prefere ver o menino morto a conviver na mesma casa. Mais para frente, Bernardo dá a entender que está olhando para a rua. Ele diz ao pai e a madrasta que há pessoas na rua olhando para casa e, momentos depois, a polícia chega.
Leandro, então, vai conversar com a Brigada Militar, enquanto Graciele instiga o menino. Ela o chama de “cagão” e “froinha”, por não ter ido reclamar à polícia. Bernardo começa a gritar dentro de casa dizendo que o casal o agrediu. O vídeo tem em torno de 30 minutos. No final, Graciele dá um medicamento para dopar o menino e a voz da criança fica diferente, mais lenta e calma.
Segundo a delegada Caroline Bamberg, as imagens foram gravadas pela madrasta com a intenção de dizer que Bernardo era agressivo com a família. O arquivo havia sido apagado do celular de Leandro, mas foi recuperado por técnicos do Instituto-Geral de Perícias.
Primeira audiência foi na terça-feira, em Três Passos
bernardo boldrini (Foto: GloboNews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em
abril (Foto: Reprodução/GloboNews)
Quatro testemunhas foram ouvidas na terça-feira (26) na primeira audiência do processo sobre a morte do menino Bernardo Boldrini. A sessão no Fórum de Três Passos, no Noroeste, teve cerca de 11 horas de duração.
O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Leandro e Graciele, a amiga da madrasta Edelvania Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Para o advogado Jader Marques, que defende o pai do menino, o material não só ajuda seu cliente como comprova a falta de provas da acusação. Jader reforça a inocência do pai de Bernardo como mentor do crime. “Os vídeos são realmente muito fortes, relevantes, mas não há nenhuma relação com o homicídio”, sustentou Jader.

O advogado de Graciele, Vanderlei Pompeu de Mattos, disse que a defesa só irá se manifestar nos autos do processo.
Como apenas quatro testemunhas de acusação puderam ser ouvidas na terça, as outras sete restantes devem ser ouvidas em uma nova audiência, marcada para o dia 8 de setembro. Ainda não há data definida para o testemunho das outras 22 testemunhas de defesa dos réus, dispensadas da audiência.
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Do G1 RS

26 de ago de 2014

Trecho de vídeo mostra Bernardo sendo dopado pelo pai, diz delegada

Caroline Bamberg prestou quase 5 horas de depoimento em Três Passos.
Audiência ouve testemunhas da morte do menino no Rio Grande do Sul.


Delegada falou na primeira audiência sobre o Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)Delegada falou na primeira audiência sobre o Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)
Após quase cinco horas de depoimento em audiência no Fórum de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, a delegada Caroline Bamberg, responsável pela investigação do Caso Bernardo, concedeu entrevista e citou um novo trecho do mesmo vídeo com ameaças ao garoto. Segundo ela, o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, diz para o filho tomar um remédio, dá uma dose e, em seguida, o menino aparece tonto. O material foi usado como um "trunfo" da acusação.

"O Leandro diz ao Bernardo: 'É esse remedinho que tu tens que tomar'. Nesse trecho aparece ele tomando medicamento e voltando meio 'grogue'. Foi proposital", afirmou ao G1 a delegada ao final do depoimento nesta terça-feira (26).
Durante a audiência, a delegada e o advogado de defesa do médico, Jader Marques, travaram um embate particular. Assim, os defensores dos outros réus tiveram pouco tempo para fazer perguntas. "Não vejo como fracos os outros elementos. Mas [o vídeo] veio demonstrar mais ainda o que a gente já tinha certeza, da culpa de todos", acrescentou a delegada.
Além do vídeo, que tem cerca 15 minutos, segundo a delegada, ela informou que ainda existe um outro material. "Tem um outro vídeo também", completa. As imagens ainda não foram divulgadas pela polícia.
Pouco depois, o advogado da vó materna de Bernardo, Marlon Taborda, também falou sobre o conteúdo do vídeo e contou que as imagens foram gravadas na véspera do Dia dos Pais de 2013. Leandro, pai de Bernardo, aparecia com um copo de uísque na mão.
"É a prova que faltava para a acusação no julgamento. A Graciele dizia 'tua mãe te botou num mato sem cachorro'. São provas cabais contra o Leandro. Tive dificuldade para dormir ao ver esses vídeos. Os gritos de socorro do Bernardo são muito fortes", afirmou ao G1 Taborda.
De acordo com o advogado, a madrasta ainda fez ameaças. "Graciele dizia que ele ia ter o mesmo destino da mãe", contou. Odilaine Uglione, mãe do menino, cometeu suicídio em 2010.
Ainda durante a audiência da delegada, Jader Marques levou roupas e calçados que pertenciam a Bernardo para tentar provar que ele era bem cuidado pelo pai e pela madrasta. Depois da delegada, que foi a única testemunha ouvida das 9h30 às 14h30, o ginecologista Celestino Ambrósio, amigo de Leandro, falou ao juiz. No depoimento, ele reiterou que Leandro disse que “era muito fácil matar alguém hoje em dia, sumir com o corpo”.
Depois, uma dentista prestará depoimento e haverá intervalo na sessão. Outras oito pessoas, testemunhas de acusação, serão ouvidas ainda nesta terça-feira (26). O TJ dispensou 22 pessoas. O juiz vai marcar uma nova data para ouvir as testemunhas que faltaram. Dos quatro réus, apenas Edelvania e Evandro Wirganovicz optaram por comparecer. Leandro e Graciele pediram dispensa.

Transcrição de vídeo revela ameaças de madrasta a Bernardo
Bernardo Boldrini Três Passos (Foto: Reprodução/RBSTV)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em abril
(Foto: Reprodução/ RBSTV)
Mais cedo, a delegada falou sobre outro trecho do mesmo vídeo, onde aparecem ameaças de Graciele Ugulini ao menino durante uma briga. "Vamos ver quem vai primeiro para baixo da terra", dizia Graciele nas imagens gravadas, segundo transcrição à qual o G1 teve acesso. Ao sair do depoimento, a delegada confirmou o teor das imagens.
Nas imagens, Bernardo grita pedindo socorro, e o pai manda o menino calar a boca, ficar quieto. "Cala a boca, guri de merda, cagão", dizia o médico, de acordo com a transcrição. Também conforme a transcrição, a briga ocorreu em uma noite de sábado e chamou a atenção do vizinhos, que chamaram a polícia. A Brigada Militar esteve no local e acalmou os ânimos.
Segundo a delegada Caroline Bamberg, as imagens foram gravadas pela madrasta com a intenção de dizer que Bernardo era agressivo com a família. O arquivo havia sido apagado do celular de Leandro, mas foi recuperado por técnicos do Instituto-Geral de Perícias.
"Demonstra muito bem o comportamento deles com o menino. O Bernardo pede socorro, grita. Reforça bem a acusação contra o Leandro", declarou Caroline ao G1, pouco antes de entrar na audiência. "Também mostra ameaças da Graciele ao Bernardo, inclusive de morte", acrescentou.
PMs reforçam a segurança do Fórum de Três Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)PMs reforçam a segurança do Fórum de Três
Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)
O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Leandro e Graciele, a amiga da madrasta Edelvania Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
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