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DO SOLDADO AO CORONEL, UNIDOS PELA PMESP!

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ALERTA GERAL - CONVOCAÇÃO - UU

ATENÇÃO

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2 de set de 2014

PM fingiu ser traficante responsável por morte de Amarildo, diz laudo

Laudo de voz do Instituto de Criminalística Carlos Éboli confirmou inquérito.
Marlon Campos Reis e outro soldado tentaram incriminar traficantes.



O Ministério Público do Rio de Janeiro informou, nesta segunda-feira (1) que os laudos de voz do caso do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, em julho de 2014, indicam que o soldado Marlon Campos Reis de fato se fez passar por um criminoso, na tentativa de responsabilizar traficantes pela morte de Amarildo, torturado por policiais da UPP da Rocinha, na Zona Sul do Rio.

Segundo parecer do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), é do soldado Marlon Campos Reis a voz do homem que ligou para outro policial fingindo ser o traficante Thiago da Silva Neris, conhecido como Catatau (na intenção de atribuir ao tráfico de drogas a resposabilidade pelo “sumiço” de Amarildo). Na ligação, Marlon faz supostas ameaças e diz que já “botou o Boi (apelido de Amarildo) na sua conta”.

Marlon sabia que sua ligação estava sendo monitorada, por ordem judicial, porque efetuou ligação para um celular de outro policial que sabia estar grampeado na chamada Operação Paz Armada, realizada no dia 13 de julho de 2013 na favela da Rocinha. A versão inicial de que a voz seria do traficante foi logo descartada por um laudo da Polícia Civil.

Em seguida, nova análise feita pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT) da CSI, comparando a voz dos 34 PMs citados no processo, descobriu que o soldado Marlon foi o autor da ligação, acompanhado do soldado Vital. Com o telefone monitorado, eles foram a Higienópolis fazer a ligação.

O processo do caso Amarildo, que tramita na 35ª Vara Criminal, irá ingressar na fase de alegações finais. Em outubro de 2013, a Justiça recebeu denúncia do MPRJ contra 25 policiais por tortura , 17 por ocultação de cadáver, 13 por formação de quadrilha e quatro por fraude processual.
Tortura
Uma ação civil pública do Ministério Público do Rio aponta que dois dos mesmos policiais que participaram diretamente da tortura do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza - desaparecido no dia 14 de julho de 2013 após policiais da UPP Rocinha o levarem para uma averiguação - também foram responsáveis pela tortura de mais três adolescentes na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Ao todo, 29 PMs, entre eles o major Edson Santos, comandante da UPP da Rocinha à época, participaram do desaparecimento pedreiro. 

Além das três supostas vítimas de tortura pelos mesmos policiais envolvidos no caso Amarildo, outras cinco pessoas foram vítimas de agressões físicas e psicológicas por outros agentes lotados na mesma UPP. O MP quer que o Estado pague pelo menos R$ 50 mil a cada vítima de tortura ou seus familiares. Ao todo, por tanto, nove pessoas ou suas famílias poderão ser indenizadas.
Segundo a ação civil, o soldado Douglas Roberto Vital Machado torturou dois jovens moradores e o tenente Luiz Felipe de Medeiros invadiu a casa de um adolescente e acompanhado de outro policial o ameaçou de morte, deu tapas, socos a fim de conseguir informações sobre "o paradeiro de drogas e determinado traficante". Ambos são acusados de participar ativamente da tortura de Amarildo.
A ação foi ajuizada pela promotora Gláucia Santana por ato de improbidade administrativa contra 31 policiais militares acusados de torturar nove moradores da Rocinha. Na ação, a promotora pede a condenação dos policiais à perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por cinco anos, além de pagamento de multa a ser fixada pela Justiça.

O Ministério Público também requereu à Justiça que o Estado seja obrigado a pagar indenização a cada uma das vítimas no valor de R$ 50 mil, além de depositar R$ 450 mil em um fundo estadual de defesa dos interesses difusos coletivos, a título de danos morais coletivos.

A Procuradoria-Geral do estado afirmou que ainda não foi notificada sobre as indenizações. O comando da Polícia Militar informou que não foi notificado oficialmente sobre a ação civil pública movida pelo Ministério Público contra 31 policiais militares acusados de torturar moradores da comunidade da Rocinha. Treze policiais citados na denúncia já estão presos por envolvimento no desaparecimento de Amarildo de Souza. Outros dois PMs também citados já responderam a um Inquérito Policial Militar (IPM) por abuso de autoridade e o caso agora está no 4º Juizado Especial Criminal.
A Corregedoria Interna da PM finalizou no início do mês de julho o IPM do caso Amarildo, indicando que 29 policiais militares tiveram participação no desaparecimento do ajudante de pedreiro. Os praças respondem a um Conselho de Disciplina. Já os oficiais respondem ao Conselho de Justificação da Secretaria de Segurança.

Operação Paz Armada 
Os casos foram relatados ao MP pelo Conselho Estadual dos Direitos Humanos e ocorreram, a partir de março de 2013, quando foi deflagrada a operação Paz Armada pela UPP da Rocinha e pela 15ª DP (Gávea) , para combater o tráfico de drogas na comunidade.

De acordo com a denúncia, moradores foram detidos sem qualquer flagrante; residências foram invadidas sem que a Polícia tivesse mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça; moradores da comunidade foram vítimas de ameaças, abuso de autoridade, e até mesmo de tortura e ações violentas cometidas por agentes militares contra gestantes e adolescentes. A operação também resultou na morte do pedreiro Amarildo Dias de Souza, em 14 de julho de 2013.

A partir da denúncia, foi instaurado inquérito civil e tomados os depoimentos de moradores na comunidade e na Promotoria, o que permitiu a ação.

A ação civil pública pede a condenação de Edson Raimundo dos Santos, Luiz Felipe de Medeiros, Douglas Vital Machado, Marlon Campos Reira, Joge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinicius Pereira da Silva, Jairo da Conceição Ribas, Anderson Cesar Soares Maia, Wellignton Tavares da Silva, Fábio Brasil da Rocha da Graça, Reinaldo Gonçalves dos Santos, Lourival Moreira da Silva, Wagner Soares do Nascimento, Rachel de Souza Peixoto, Thaís Rodrigues Gusmão, Felipe Maia Queiroz Moura, Dejan Marcos de Andrade Ricardo, Jonatan de Oliveira Moreira, Márcio Fernandes de Lemos Ribeiro, Bruno dos Santos Rosa, Sidney Fernando de Oliveira macário, Vanessa Coimbra Cavalcanti, João Magno de Souza, Rafael bayma Mandarino, Rodrigo Molina Pereira, Adson Nunes da Silva, Tiago José Martins de Medeiros, Wesley Souza da Costa, Sidnei Leão dos Santos Filho, Rafael Adriano Silva de Carvalho e Vitor Luiz Evangelista.
Placa na Rua Von Martius também foi modificada (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)Placa na Rua Von Martius também foi modificada
(Foto: Fernanda Rouvenat/G1)
Manifestações
O desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo provocou muitas manifestações na Rocinha - muitas delas chegaram a interditar a Autoestrada Lagoa-Barra. Placas de rua foram modificadas e o nome do ajudante de pedreiro foi colocado no lugar dos nomes reais das vias, como a Von Martius, no Jardim Botânico, e na Almirante Salgado, em Laranjeiras. Na placa, Amarildo é descrito como "torturado e assassinado por policiais da UPP da Rocinha".
Do G1 Rio

Polícia procura PM acusado de matar o próprio pai na Baixada Fluminense

Soldado Marco Aurélio da Silva Henrique é considerado foragido.
Mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal do Júri de Magé.


A Polícia Civil procura um PM acusado de matar o próprio pai dentro de casa em Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense, no dia 24 de agosto. O soldado Marco Aurélio da Silva Henrique, que prestava serviços na UPP Arará-Mandela, é considerado foragido. Segundo a polícia, ele matou o pai Manuel Henrique Filho, de 54 anos.
O corpo de Manuel foi encontrado no dia seguinte do crime, a seis quilômetros da casa onde eles moravam. De acordo com o delegado que cuida do caso, o mandado de prisão contra o PM foi expedido pelo Tribunal do Júri de Magé.
Do G1 Rio

Candidatos relatam vazamentos de fotos em concurso da PM no RJ

Eles reclamam da organização e de conteúdos não mencionados no edital.
PM diz que responsabilidade é de empresa contratada, que pode ser multada.


Usuários denunciaram vazamento de fotos da prova em grupo de rede social (Foto: Reprodução/ Facebook)Usuários denunciaram vazamento de fotos da prova
em rede social (Foto: Reprodução/ Facebook)
Candidatos a vagas na Polícia Militar reclamam de irregularidades no concurso da corporação, realizado neste domingo (31). A principal queixa é de que conteúdos não indicados no edital foram cobrados nas provas de história e informática do exame. Usuários ainda denunciaram que concorrentes postaram fotos do cartão resposta durante a prova nas redes sociais.
A Polícia Militar confirmou que dois candidatos foram expulsos do concurso no domingo por terem entrado com celular escondido e publicado imagens da prova nas redes sociais. Segundo a corporação, o exame é organizado pela empresa Exatus, contratada após licitação. A PM afirma que se forem comprovadas falhas, a companhia responsável será multada, de acordo com a Lei das Licitações.
O concurso para soldado da PM oferecia 6 mil vagas, segundo o edital, e teve cerca de 105 mil concorrentes.
“Nós queríamos que cancelasse a prova. A prova começaria 13h. Atrasou e já começou quase 14h. Para uma prova de nível médio estava dificílima. Um grupo está até organizando uma passeata para o dia 14 para reclamar da prova”, disse um candidato, que não quis se identificar. Ele se prepara para o concurso desde 2012.
De acordo com o edital, a prova de informática cobraria conhecimentos do Microsoft Office – pacote de programas básicos de computador - de 2007. No entanto, os concorrentes alegam que o exame exigia conhecimentos da versão 2013. A prova de história também teria tido questões sobre acontecimentos anteriores ao período publicado no edital.
Para o professor Rafael Eugênio Vieira, dono de um curso preparatório para concursos públicos há 10 anos, além das questões não condizentes com o edital, o grau de dificuldade foi acima do comum para um concurso de nível médio.
“Na prova de informática, as questões de Excel são de nível superior. Cai em provas para Fiscal da Receita e Polícia Federal. Em história aconteceu algo tão absurdo quanto, caiu a Batalha de Jenipapo. Eu sou pesquisador de provas de concursos e isso nunca caiu em concurso nenhum. Não tem nem em livro didático.  A PM deve ter feito algum pedido para a prova ser difícil. Essa banca (Exatus) fugiu completamente do parâmetro de outras provas que ela já fez”, disse o professor.
Governador diz estar 'atento'
No fim da noite de segunda-feira (1º), o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse estar atento às possíveis falhas no concurso da PM e que vai contratar mais policiais e aperfeiçoar seus treinamentos, através de sua página no Facebook.
“Se forem constatadas (as irreguladirade), estas serão reunidas em um relatório que será enviado, quarta-feira, para o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), e este repassará à Diretoria de Logística (DL), setor da PM responsável pelas licitações. Caso fique provada qualquer irregularidade a empresa será punida conforme prevê a lei”, postou o governador. 
G1 tentou entrar em contato com a Exatus, mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem.
Do G1 Rio

Exército vai apurar prisão de um de seus soldados por PMs de UPP

Wendel Freitas, de 18 anos, foi levado para a delegacia algemado por PMs.
Vídeo na internet mostra a ação da polícia na abordagem.


Vídeo foi alvo de debates em redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)Vídeo foi alvo de debates em redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)
O Centro de Instrução Paraquedista do Exército abriu uma sindicância, nesta segunda-feira (1º), para apurar os fatos que envolveram a acusação de desacato entre o Soldado Wendel Furtado de Freitas e uma guarnição da 1ª UPP/19º BPM na última quarta-feira (27) no Morro do Chapéu Magueira, bairro do Leme, Zona Sul do Rio. Um vídeo, que circula na internet, mostra uma abordagem policial feita ao soldado Wendel Freitas, de 18 anos.
As imagens do arquivo mostram os policiais algemando o jovem e encaminhando para a 12ª DP (Copacabana). O vídeo foi compartilhado em várias redes sociais e usuários fizeram na última semana críticas a atuação dos PMs, principalmente por uso de força desproporcional no procedimento.

A comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Chapéu Mangueira/Babilônia, tenente Paula Apulcro, informou ao G1 que por volta das 17h30 da última quarta-feira (27), uma equipe policial da unidade estava em patrulhamento pela Ladeira Ary Barroso, no Morro Chapéu Mangueira, quando um PM solicitou que o soldado encostasse em um canto para ser revistado.

Ainda segundo a oficial, o rapaz se apresentou como militar da Brigada Paraquedista do Exército, que não aceitaria ser revistado e que o policial não tinha autoridade para realizar aquela abordagem nele. O policial então teria pedido sua identificação de militar, mas ele disse que não se identificaria, pois não daria satisfação a um PM e que só reconhece como militar os superiores dele.

Segundo a Polícia Militar, o jovem teria ficado arredio e agressivo e, aumentando o tom de voz, começou a dizer que todos ali eram corruptos. Nesse instante, lhe foi dada voz de prisão por insubordinação. Ele tentou fugir dos policiais, e, ainda de acordo com a corporação, foi necessário que o rapaz fosse algemado para que conduzido até a 12º DP (Copacabana), onde o caso foi registrado como desacato. 
O caso também foi encaminhado para o quartel ao qual o militar pertence para prestar esclarecimentos, como deve ser feito em ocorrências que envolvam militares.

De acordo com informações da 12ª DP (Copacabana) foi feito um registro de desacato. Wendel foi autuado, assinou o termo circunstanciado e liberado. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (JECRIM).
Do G1 Rio

PM fingiu ser traficante responsável por morte de Amarildo, diz laudo

Laudo de voz do Instituto de Criminalística Carlos Éboli confirmou inquérito.
Marlon Campos Reis e outro soldado tentaram incriminar traficantes.


PMs são indiciados pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo/GNews (Foto: Reprodução Globo News)PMs foram indiciados pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo (Foto: Reprodução Globo News)
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou, nesta segunda-feira (1) que os laudos de voz do caso do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, em julho de 2014, indicam que o soldado Marlon Campos Reis de fato se fez passar por um criminoso, na tentativa de responsabilizar traficantes pela morte de Amarildo, torturado por policiais da UPP da Rocinha, na Zona Sul do Rio.

Segundo parecer do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), é do soldado Marlon Campos Reis a voz do homem que ligou para outro policial fingindo ser o traficante Thiago da Silva Neris, conhecido como Catatau (na intenção de atribuir ao tráfico de drogas a resposabilidade pelo “sumiço” de Amarildo). Na ligação, Marlon faz supostas ameaças e diz que já “botou o Boi (apelido de Amarildo) na sua conta”.

Marlon sabia que sua ligação estava sendo monitorada, por ordem judicial, porque efetuou ligação para um celular de outro policial que sabia estar grampeado na chamada Operação Paz Armada, realizada no dia 13 de julho de 2013 na favela da Rocinha. A versão inicial de que a voz seria do traficante foi logo descartada por um laudo da Polícia Civil.

Em seguida, nova análise feita pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT) da CSI, comparando a voz dos 34 PMs citados no processo, descobriu que o soldado Marlon foi o autor da ligação, acompanhado do soldado Vital. Com o telefone monitorado, eles foram a Higienópolis fazer a ligação.

O processo do caso Amarildo, que tramita na 35ª Vara Criminal, irá ingressar na fase de alegações finais. Em outubro de 2013, a Justiça recebeu denúncia do MPRJ contra 25 policiais por tortura , 17 por ocultação de cadáver, 13 por formação de quadrilha e quatro por fraude processual.
Tortura
Uma ação civil pública do Ministério Público do Rio aponta que dois dos mesmos policiais que participaram diretamente da tortura do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza - desaparecido no dia 14 de julho de 2013 após policiais da UPP Rocinha o levarem para uma averiguação - também foram responsáveis pela tortura de mais três adolescentes na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Ao todo, 29 PMs, entre eles o major Edson Santos, comandante da UPP da Rocinha à época, participaram do desaparecimento pedreiro. 

Além das três supostas vítimas de tortura pelos mesmos policiais envolvidos no caso Amarildo, outras cinco pessoas foram vítimas de agressões físicas e psicológicas por outros agentes lotados na mesma UPP. O MP quer que o Estado pague pelo menos R$ 50 mil a cada vítima de tortura ou seus familiares. Ao todo, por tanto, nove pessoas ou suas famílias poderão ser indenizadas.
Segundo a ação civil, o soldado Douglas Roberto Vital Machado torturou dois jovens moradores e o tenente Luiz Felipe de Medeiros invadiu a casa de um adolescente e acompanhado de outro policial o ameaçou de morte, deu tapas, socos a fim de conseguir informações sobre "o paradeiro de drogas e determinado traficante". Ambos são acusados de participar ativamente da tortura de Amarildo.
A ação foi ajuizada pela promotora Gláucia Santana por ato de improbidade administrativa contra 31 policiais militares acusados de torturar nove moradores da Rocinha. Na ação, a promotora pede a condenação dos policiais à perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por cinco anos, além de pagamento de multa a ser fixada pela Justiça.

O Ministério Público também requereu à Justiça que o Estado seja obrigado a pagar indenização a cada uma das vítimas no valor de R$ 50 mil, além de depositar R$ 450 mil em um fundo estadual de defesa dos interesses difusos coletivos, a título de danos morais coletivos.

A Procuradoria-Geral do estado afirmou que ainda não foi notificada sobre as indenizações. O comando da Polícia Militar informou que não foi notificado oficialmente sobre a ação civil pública movida pelo Ministério Público contra 31 policiais militares acusados de torturar moradores da comunidade da Rocinha. Treze policiais citados na denúncia já estão presos por envolvimento no desaparecimento de Amarildo de Souza. Outros dois PMs também citados já responderam a um Inquérito Policial Militar (IPM) por abuso de autoridade e o caso agora está no 4º Juizado Especial Criminal.
A Corregedoria Interna da PM finalizou no início do mês de julho o IPM do caso Amarildo, indicando que 29 policiais militares tiveram participação no desaparecimento do ajudante de pedreiro. Os praças respondem a um Conselho de Disciplina. Já os oficiais respondem ao Conselho de Justificação da Secretaria de Segurança.

Operação Paz Armada 
Os casos foram relatados ao MP pelo Conselho Estadual dos Direitos Humanos e ocorreram, a partir de março de 2013, quando foi deflagrada a operação Paz Armada pela UPP da Rocinha e pela 15ª DP (Gávea) , para combater o tráfico de drogas na comunidade.

De acordo com a denúncia, moradores foram detidos sem qualquer flagrante; residências foram invadidas sem que a Polícia tivesse mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça; moradores da comunidade foram vítimas de ameaças, abuso de autoridade, e até mesmo de tortura e ações violentas cometidas por agentes militares contra gestantes e adolescentes. A operação também resultou na morte do pedreiro Amarildo Dias de Souza, em 14 de julho de 2013.

A partir da denúncia, foi instaurado inquérito civil e tomados os depoimentos de moradores na comunidade e na Promotoria, o que permitiu a ação.

A ação civil pública pede a condenação de Edson Raimundo dos Santos, Luiz Felipe de Medeiros, Douglas Vital Machado, Marlon Campos Reira, Joge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinicius Pereira da Silva, Jairo da Conceição Ribas, Anderson Cesar Soares Maia, Wellignton Tavares da Silva, Fábio Brasil da Rocha da Graça, Reinaldo Gonçalves dos Santos, Lourival Moreira da Silva, Wagner Soares do Nascimento, Rachel de Souza Peixoto, Thaís Rodrigues Gusmão, Felipe Maia Queiroz Moura, Dejan Marcos de Andrade Ricardo, Jonatan de Oliveira Moreira, Márcio Fernandes de Lemos Ribeiro, Bruno dos Santos Rosa, Sidney Fernando de Oliveira macário, Vanessa Coimbra Cavalcanti, João Magno de Souza, Rafael bayma Mandarino, Rodrigo Molina Pereira, Adson Nunes da Silva, Tiago José Martins de Medeiros, Wesley Souza da Costa, Sidnei Leão dos Santos Filho, Rafael Adriano Silva de Carvalho e Vitor Luiz Evangelista.
Placa na Rua Von Martius também foi modificada (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)Placa na Rua Von Martius também foi modificada
(Foto: Fernanda Rouvenat/G1)
Manifestações
O desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo provocou muitas manifestações na Rocinha - muitas delas chegaram a interditar a Autoestrada Lagoa-Barra. Placas de rua foram modificadas e o nome do ajudante de pedreiro foi colocado no lugar dos nomes reais das vias, como a Von Martius, no Jardim Botânico, e na Almirante Salgado, em Laranjeiras. Na placa, Amarildo é descrito como "torturado e assassinado por policiais da UPP da Rocinha".
Do G1 Rio

30 de ago de 2014

Marina afirma que 'engano' motivou alteração no programa de governo

Um dia após divulgação, campanha retirou menção ao casamento gay.
Presidenciável participou neste sábado de caminhada na Rocinha, no Rio.

Marina Silva (PSB) fez campanha na Rocinha, Zona Sul do Rio (Foto: Mariucha Machado/G1)Marina Silva (PSB) fez campanha na Rocinha, Zona Sul do Rio (Foto: Mariucha Machado/G1)

A candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) afirmou neste sábado (30), durante caminhada na Rocinha, Zona Sul do Rio, que a eliminação de um trecho de seu programa de governo que defendia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia foi motivada por "um engano".
Neste sábado, a coordenação da campanha divulgou nota que informou sobre alterações no trecho referente aos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais) divulgado na véspera.
A defesa de propostas que legalizam o casamento igualitário e a equiparação da discriminação contra homossexuais aos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor foram substituídos pela seguinte redação: "Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".
Em caminhada na Rocinha, Marina afirmou que houve "a correção de um engano" porque o texto divulgado originalmente não continha a chamada "mediação" com a proposta de movimentos sociais sobre o tema.
"O texto que foi para a publicação foi o texto tal qual foi apresentado pelas demandas dos movimentos sociais. Todos os movimentos sociais apresentaram as suas demandas. Foram feitas as mediações e se contemplou o tanto quanto possível as propostas, mas independente de qualquer coisa, nosso compromisso é com a defesa do Estado laico, o respeito à liberdade individual e o respeito à liberdade religiosa. O que foi feito foi ter voltado o texto da mediação, porque havia sido cometido um engano", disse Marina.

Em nota divulgada neste sábado, a assessoria da campanha informou que o texto, "infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo".

Disse que uma "falha processual na editoração" da versão do programa divulgada na internet e em exemplares impressos permitiu a veiculação de uma redação "que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT".


Desde a divulgação do programa, com a defesa do casamento gay, defensores e opositores das políticas voltadas para a comunidade LGBT se manifestaram nas redes sociais com críticas à candidata.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que milita em favor dos direitos civis para homossexuais, escreveu para seus seguidores no Facebook que a candidata "mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas". Ele disse que a defesa a "união civil" apoiada pelo programa, em vez do casamento igualitário, é "segregacionista".
"Já imaginaram um candidato presidencial dizendo que é contra o direito dos negros ao casamento civil, mas apoiaria uma 'lei de união de negros'? A nova política da Marina é tão velha que lembra os argumentos dos racistas americanos de meados do século XX. O pior é que ela brincou com as esperanças de milhões de pessoas! E isso é cruel, Marina!", escreveu.
Pelo Twitter, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse que aguardaria a posição de Marina após a divulgação da primeira versão do programa. Depois, mesmo com a correção, fez críticas.

"O Pgm de gov de Marina pensa que o povo de Deus é idiota.Corrigiu palavras mas a essência é a mesma,pior,cheio de subjetividades", postou na rede social, afirmando que o programa faz "defesa vergonhosa da agenda gay" e "com dados mentirosos sobre assassinatos" de homossexuais.

À noite, o comitê LGBT da campanha divulgou nota reiterando que o texto divulgado inicialmente correspondia à foi a "pauta integral reivindicada" pelo segmento, em vez do texto "de consenso" aprovado pela coordenação política do PSB.
"Ainda que não seja tão abrangente, o texto reapresentado representa para nós, LGBTs, uma defesa significativa para a concretização das políticas da nossa população. Marina e Beto são os únicos candidatos que assumem uma postura firme em defesa dos direitos de todas as pessoas", diz a nota.

O grupo disse que o episódio "não descaracteriza nossa e, tampouco, classifica nossa candidata como conservadora ou até mesmo homofóbica". "Nossa luta é pela defesa do Estado laico e por um Brasil que respeite a todos independente de sua orientação sexual ou convicção religiosa", completa a nota.
Nesta sexta-feira (29), outro ponto do programa de governo, o que se referia ao uso da energia nuclear, foi alterado horas depois da divulgação do texto.
Pesquisa
No Rio, Marina foi perguntada sobre a pesquisa Datafolha divulgada na sexta (29), em que aparece com 34% das intenções de voto, mesmo percentual da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.

Indagada se acredita em vitória ainda no primeiro turno, respondeu: "Ainda temos muito chão pela frente. E o que nós estamos querendo é que este movimento continue. É o movimento do cidadão que quer a mudança", afirmou.
Moradia
Minutos antes da chegada da presidenciável à Rocinha, moradores postaram mensagens em redes sociais, segundo as quais teriam sido registrados tiros na comunidade. A polícia informou que não houve registro de confrontos na região.
Marina Silva durante caminhada na Rocinha, no Rio de Janeiro (Foto: Mariucha Machado/G1 Rio)Marina Silva durante caminhada na Rocinha, no Rio
de Janeiro (Foto: Mariucha Machado/G1 Rio)
Durante a caminhada na comunidade, na Zona Sul do Rio, Marina Silva disse ter o compromisso de tratar e respeitar as comunidades com atendimento nas áreas de saúde, educação e segurança pública. A candidata ressaltou também a qualidade da moradia das pessoas.
"Nossa atitude é de respeito com as comunidades para que possam ter acesso a serviços públicos de qualidade em saúde, educação e segurança pública e na habitação. Uma das formas de fazer esse respeito é destinando recursos para que as comunidades possam ser urbanizadas, para que as pessoas possam ter a regularização dos lugares aonde moram, sem que precise remoção, como muitas vezes é feito quando se pensa em habitação popular", afirmou Marina.
A candidata disse que tem como meta aumentar em 4 milhões as moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Segunda ela, o objetivo é fazer urbanização, criar espaços de convivência e oferecer educação de tempo integral.
Marina Silva no encontro dos jovens no Tatro Odisséia, Centro do Rio (Foto: Mariucha Machado/ G1)Marina no encontro de jovens
(Foto: Mariucha Machado/ G1)
Encontro com jovens
À tarde, a candidata e seu vice Beto  Albuquerque se encontraram com jovens num teatro no  Centro do Rio. Albuquerque disse ao grupo que a equipe de governo "vai ser melhor que a Felipão", em referência ao técnico da Seleção na Copa de 2014.
"Vamos dar de 7 a 1", afirmou Albuquerque.
Seis jovens se inscreveram e fizeram perguntas para a candidata sobre passe livre para os estudantes, taxa de juros, acesso ao ensino universitário, condições das instituições e  medidas do governo para aumentar a oferta de emprego para os jovens. Beto Albuquerque falou sobre a necessidade de aumentar o número de creches no país e de melhorar as condições de transportes, educação e saúde.
Já Marina Silva afirmou que o seu governo será favorável à manutenção do Bolsa Família e convocou os jovens para "escalar o time para governar o país no dia 5 de outubro". Mas ressaltou sua posição contrária ao segundo mandado.
"Se eleita eu não vou buscar a segunda candidatura. Sou contra, porque os políticos só fazem as coisas para se reeleger e não o que é melhor para o país", afirmou.
* Colaborou o G1, em Brasília
Do G1 Rio*

29 de ago de 2014

Traficante oferece R$ 200 mil a PM ao ser preso na Providência, Rio

Aldinei Marcos da Costa Júnior, o Audi, era um dos chefes do tráfico. 
Criminoso é suspeito de ordenar ataques à UPP na região.


Foi preso nesta quarta-feira (27) um dos chefes do tráfico do Morro da Providência, Centro da cidade. Como mostrou o Bom Dia Rio nesta quinta-feira (28), Aldinei Marcos da Costa Júnior, conhecido como Audi, ainda tentou subornar os PMs, oferecendo R$ 200 mil para ser liberado no caminho da delegacia. Segundo a polícia, o homem é suspeito de ordenar ataques a base da UPP da região.
A prisão foi feita em um dos acessos da comunidade, durante um patrulhamento de rotina. De acordo com os agentes, Aldinei foi parado em uma blitz por agentes da UPP e entregou uma habilitação falsa, mas foi reconhecido. O Disque Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 1 mil por informações sobre o criminoso, que chegou a ser preso duas vezes, em 2006 e 2008.
Ainda segundo as investigações, Audi era responsável por comprar e distribuir armas para os criminosos do Morro da Providência. Após a prisão, a segurança foi reforçada na comunidade com apoio de PMs de outras UPPs próximas. Nenhuma troca de tiros foi registrada durante a noite.
Do G1 Rio

Vídeo mostra babá batendo e humilhando irmãos no RJ

Mulher sacode a cabeça e dá tapas; imagens foram publicadas no 'Extra'.
Criança chora e chama pela mãe enquanto sofre os maus tratos.


Um vídeo divulgado pelo jornal "Extra" nesta quinta-feira (28) mostra uma babá batendo e humilhando dois irmãos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Nas imagens, a criança chora e chama pela mãe o tempo todo, enquanto a babá sacode a cabeça da menina, dá tapas no rosto da criança e a puxa pelos braços.
A mulher também cuidava do irmão de 3 anos da menina. Ela tira a blusa do garoto, esfrega no chão e, em seguida, passa no rosto da criança. O menino começa a chorar.
A mãe da criança procurou a polícia nesta quarta (27) e o delegado marcou para esta quinta (28) um depoimento da mãe. A babá ficou um ano e meio tomando conta da bebê.
Do G1 Rio

Justiça ouve testemunhas de defesa de PMs suspeitos de flagrante forjado

Policiais e testemunhas de acusação foram ouvidos em outras sessões.
PMs respondem por constrangimento ilegal; caso foi em 2013.


Major Pinto aparece recebendo voz de prisão de uma advogada (Foto: Reprodução/Youtube)Major Pinto também aparece em um vídeo
recebendo voz de prisão de uma advogada
(Foto: Reprodução/Youtube)
A Justiça Militar realiza nesta quinta-feira (28), a partir das 15h30, uma audiência de instrução das testemunhas de defesa no processo que apura a denúncia contra dois policiais militares que teriam forjado um flagrante contra um jovem em uma manifestação no Centro do Rio, em 2013. O major Fábio Pinto Gonçalves e o 1º tenente Bruno César Andrade Ferreira respondem por constrangimento ilegal. Os dois já foram ouvidos em audiência anterior.

Na ocasião, os PMs foram afastados das ruas pela corporação depois de supostamente terem colocado um morteiro na mochila de um jovem, que foi detido. Imagens da abordagem foram publicadas pelo jornal "O Globo".
Os policiais foram interrogados pela juíza Ana Paula Monte Barros no dia 30 de abril. As testemunhas de acusação foram ouvidas em junho.
Vídeo mostra momento da detenção
As imagens mostram um rapaz de camisa preta correndo e um policial atrás segurando um morteiro. As pessoas em volta pediam calma. Momentos depois, o agente reaparece com o objeto na mão. Em seguida, policiais abordam um grupo que estava com o jovem. Eles são parados e revistados. Uma mulher intervém: "Pede a identificação". Mas é repreendida: "Tira a mão de mim!"
Os PMs pedem para um dos jovens abrir a mochila. O policial, então, deixa o artefato cair no chão. O jovem é detido, suspeito de estar com explosivos, mas nega as acusações. "Eu não fiz nada!", argumenta o menor. Mas outro policial afirma: "O senhor está com três morteiros".
Enquanto o rapaz é encaminhado para a 5ª DP (Mem de Sá), outros jovens do grupo contestam a detenção, gritando várias vezes "Cadê o morteiro?".
Na ocasião, a Polícia Militar informou que o documento de apreensão dos fogos registra apenas que os mesmos foram encontrados na calçada e "não necessariamente com o jovem".
Gás de pimenta
O major Pinto é o mesmo que aparece em um vídeo jogando gás de pimenta em professores durante protesto em 30 de setembro de 2013. Nas imagens, ele usa um lançador de gás de pimenta durante um tumulto em frente à Câmara Municipal do Rio.
O policial, lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia), aparece também em outra gravação, publicada na internet, recebendo voz de prisão de uma estagiária de direito – segundo o Instituto de Direitos Humanos (IDH) –,  por abuso de autoridade.
Do G1 Rio

27 de ago de 2014

Ex-PM acusado de matar o menino João Roberto passará por novo júri

Criança foi assassinada em 2008.
Policiais perseguiam bandidos na Tijuca quando ele foi baleado.


Menino João Roberto foi morto em julho de 2008 (Foto: Reprodução/TV Globo)Menino João Roberto foi morto em julho de 2008
(Foto: Reprodução/TV Globo)
O 2º Tribunal do Júri irá realizar nesta quinta-feira (28) novo julgamento do ex-cabo da Polícia Militar, William de Paula, acusado de matar, em 2008, o menino João Roberto Amorim Soares, e 3 anos, em 2008, informou o Ministério Público do Rio (MPRJ) nesta quarta-feira (26). O novo júri foi requerido pelo órgão, que recorreu da decisão que absolveu o ex-PM do crime de homicídio doloso, por quatro votos a três, em audiência realizada em 10 de dezembro de 2008.
William de Paula foi condenado por lesão corporal contra a mãe e o irmão do menino a sete meses em regime aberto. A pena foi convertida para prestação de serviços comunitários por um ano.
Na apelação, o MP questiona o fato de a decisão dos jurados contrariar a prova pericial, que apontou o erro dos policiais ao confundirem o veículo da mãe de João Roberto com o de bandidos que estavam em fuga, e ao terem efetuado 17 disparos contra o carro de Alessandra Soares. O pedido foi julgado procedente pelos desembargadores da 7ª Câmara Criminal, que anularam a sentença e determinaram a realização de novo julgamento.
João Roberto foi baleado em 6 de julho de 2008, quando William de Paula e o ex-soldado Elias Gonçalves da Costa perseguiam bandidos na Rua Espírito Santo Cardoso, na Tijuca. Elias foi absolvido pelo Tribunal do Júri, após ter declarado que só deu um tiro para o alto e que o colega, William de Paula, é quem teria atirado no carro. Após o crime, os dois foram expulsos pela Polícia Militar.
Do G1 Rio

Cão cotado para substituir o melhor farejador da PM do Rio sumiu há 12 dias

A apreensão de três toneladas de maconha em Acari, favela da zona norte do Rio de Janeiro, notabilizou o faro do cão Jack, um dos labradores mais talentosos do BAC (Batalhão de Ações com Cães), em dezembro de 2013.
Desde então, o animal vinha sendo preparado para substituir Boss --apontado como o melhor cão farejador da história recente da unidade e que foi aposentado-- na posição de destaque do canil. A trajetória de sucesso, no entanto, foi interrompida há 12 dias.
Jack desapareceu em circunstâncias ainda não esclarecidas no decorrer de uma operação em Angra dos Reis, no sul do Estado, no dia 15 de agosto. O sumiço de um cão é fato inédito na história do BAC, fundado em 1973.
A principal hipótese é que ele tenha sido capturado e morto por traficantes da comunidade onde era feita a incursão da PM. Nos corredores do batalhão, o clima de consternação é visível.
"Aqui todo mundo tem essa característica de ser apaixonado pelo animal. Para nós, é uma perda muito grande. É um companheiro que se perde", disse o veterinário-chefe da unidade, capitão Luís Renato Veríssimo.
"As comunidades onde esses cães atuam são espaços estreitos como becos, vielas, várias portas, enfim, cada cenário é um cenário. O canil foi fundado em 1973 e nunca tivemos uma perda de animal. Já tivemos centenas de operações [e isso nunca aconteceu]. Foi a primeira perda que nós tivemos", completou.
De acordo com o oficial de operações do batalhão, tenente Bernard Carnevale, "tudo aconteceu muito rápido" na ocasião do sumiço. Houve, segundo ele, uma "perda de contato visual" enquanto Jack transitava por becos e vielas buscando esconderijos de armas e drogas.
Carnevale afirmou que tal situação é comum em incursões do BAC --os cães podem avançar até 40 metros em relação ao posicionamento do tutor, pois são treinados para trabalharem soltos. Porém, o próprio treinamento faz com que eles "sempre voltem".
"Quando o cão percebe que está muito distante da patrulha, ele mesmo volta. Não tem como ele querer se distanciar e não voltar para a patrulha, pois há um trabalho específico para isso. A intenção é que ele encontre [armas e drogas] junto com a patrulha. Em um ambiente de favela, o espaço é muito estreito e é comum perder o contato visual. Eles sempre voltam quando isso acontece. Infelizmente, não foi o que aconteceu com o Jack", afirmou.
O fato de o cão não se distanciar por conta própria dá margem a duas hipóteses: o animal pode ter sido vítima de traficantes ou pode ter caído em alguma armadilha. "Como era um ambiente hostil, ele pode ter sido pego por traficantes e levado a uma outra comunidade ou abatido ali mesmo. Não escutamos tiros, mas pode ter sido um estrangulamento, facada ou algo parecido", disse Carnevale.
"Outra hipótese é ele ter caído em uma armadilha. Tinha um ambiente de mata na comunidade, ele poder ter seguido por uma ribanceira, descido para a estrada e, nesse momento, alguém pode ter pego e colocado no carro", completou.
Assim como todos os cães do BAC, Jack possui um chip de identificação e, se for encontrado, pode ser facilmente reconhecido. Apesar do clima de pessimismo, os policiais do batalhão afirmam que ainda há esperança de encontrá-lo vivo e fazem um apelo aos moradores de Angra. As buscas continuam.
"Existe uma comoção muito grande principalmente pelo fato de a gente não saber o que aconteceu. Sempre deixa margem para a possibilidade de ele estar vivo. Pior do que um óbito certo é um corpo desaparecido. A dúvida é um sentimento pior", comentou o capitão Veríssimo.
Cães do BAC

Primeiro 'penetra'

Jack era adorado no Batalhão de Ações com Cães não só pelo fato de ser um dos farejadores mais promissores, com talento reconhecido por todos os policiais lotados na unidade, mas também por sua história particular.
Desde a criação do BAC, ele foi o único animal que ingressou no serviço policial após ser encontrado na rua. Todos os outros foram reproduzidos internamente, comprados ou doados ao batalhão.
"Ele foi encontrado em uma operação durante uma operação na favela do Jacarezinho [por isso o nome 'Jack']. Estava amarrado, o que chamamos aqui de 'ancorado', e na mesma hora a gente viu que ele tinha uma aptidão muito grande para o serviço", afirmou o tenente Bernard Carnevale, que participou do treinamento do cão.
"Ele foi o nosso primeiro 'penetra'. (...) Daqui a um ano, um ano e meio, poderia ser melhor do que o Boss", completou o oficial de operações do BAC.
Desde 2010, quando participou da operação para ocupar o Complexo do Alemão, o labrador Boss surgiu como o cão farejador de maior sucesso do BAC. Com oito anos, em razão da velhice, foi aposentado no ano passado.
Outros veteranos como Scot (labrador) e Brita (pastor belga), que ainda estão na ativa, também atingiram o ápice do serviço policial. Segundo o comando do batalhão, a tendência é que Jack liderasse a linha sucessora.
"O Jack tinha todas essas características e aptidões para trabalhar no serviço policial. Tanto é que ele foi um cão resgatado da rua e só ficou aqui porque apresentava essas características. Quando vão para a rua trabalhar, principalmente os cães de faro, eles ficam sem guia, pois têm esse domínio de situação de rua. Até mesmo porque vão bastante. O Jack era um cão bem treinado para isso. Ele já estava um cão sênior para o trabalho de rua", comentou o veterinário-chefe do BAC, capitão Luís Renato Veríssimo.
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