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29 de ago de 2014

Carro com 730 tabletes de maconha bate e três são presos na Grande SP

Caso aconteceu em Itapecerica da Serra, na rodovia Régis Bittencourt.
Dois homens e um adolescente foram levados para a delegacia da cidade.


Dois homens e um adolescente foram detidos após serem pegos com 730 tabletes de maconha, o que equivale ao peso de 720 a 750 quilos. O carro em que um deles estava bateu na Rodovia Régis Bittencourt, na altura de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (28).
Os outros dois, que seguiam em um carro à frente, voltaram, resgataram o companheiro e pegaram uma parte da droga. A Polícia Rodoviária foi acionada por motoristas que achavam que a carga estava sendo roubada.
Policiais então perseguiram o carro da frente e encontraram os três. Os suspeitos e a droga foram levados para a delegacia de Itapecerica da Serra.
Do G1 São Paulo

25 de ago de 2014

Médico diz ter dado até R$ 200 mil para irmã e filha de Abdelmassih

Ruy Antônio e advogado negam, porém, envio de dinheiro a ex-médico. 
Pediatra é suspeito de integrar rede de ajuda a condenado no Paraguai.


O médico pediatra Ruy Marco Antônio, ex-dono do Hospital São Luiz em São Paulo, negou na manhã desta segunda-feira (25) que tenha enviado dinheiro diretamente ao seu amigo Roger Abdelmassih enquanto ele esteve foragido por três anos no Paraguai.
Por intermédito do advogado Paulo Esteves, o pediatra afirmou que há um ano deu até R$ 200 mil para a irmã e para a filha do ex-médico por amizade, já que as duas estavam passando dificuldades financeiras.
Na terça-feira (19), o ex-médico Roger Abdelmassih foi preso no Paraguai. Ele foi condenado a 278 anos por atacar sexualmente 37 ex-pacientes no Brasil. Agora, ele cumpre a pena pelos estupros, consumados ou não, em Tremembé, no interior paulista.
No domingo (24), reportagem do Fantástico mostrou que Ruy Marco Antônio é investigado pela polícia porque teria colaborado financeiramente com Abdelmassih. Ele e mais pessoas são suspeitos de integrar uma rede de favorecimento ao condenado.
Por telefone, o pediatra Ruy Marco Antônio negou ao G1 as acusações de que estaria dando dinheiro a Abdelmassih, que é seu amigo. “É óbvio [que eu nego], né?!”, disse o médico.

Ao ser questionado se é inocente, Marco Antônio reafirmou que “é um absurdo [a informação de que estaria repassando dinheiro a Roger]”.

Em seguida, o pediatra afirmou que retornaria a ligação dentro de uma hora e meia para conversar “com mais detalhes”. Ao ligar novamente, passou o telefone para seu advogado, Paulo Esteves, que alegou que seu cliente deu dinheiro para uma irmã e para uma filha natural de Abelmassih porque elas estavam com dificuldades e em consideração à relação de amizade com o ex-médico. Marco Antônio acompanhou a entrevista ao lado do defensor.
“R$ 100 mil a R$ 200 mil”, respondeu Esteves ao ser questionado pela equipe de reportagem se Marco Antônio se lembrava quanto dinheiro deu a irmã e a filha de Abelmassih. O defensor não divulgou os nomes delas.
Questionado quando foi essa ajuda, o advogado falou ter sido “há um ano atrás” e que não sabia quanto cada uma recebeu. "Precisamente eu não posso dizer. Ajudou as duas”, disse o advogado, que informou que a filha de Abdelmassih estava grávida à época.
De acordo com o defensor de Ruy Marco Antônio, o médico não deu dinheiro a Abdelmassih, não falou com ele e nem sabia de seu paradeiro. "Se ele [pediatra] deu dinheiro, ele não deu [de forma] que pudesse caracterizar um ilícito", disse Esteves.
“Doutor Marco Antônio é um homem de bem. Estão querendo transmitir a ideia indevida que ele teria praticado qualquer ilícito, tipificando que ele faria parte de quadrilha ou de rede, que pudesse estar praticando um ilícito, coisa que não ocorreu”, disse o advogado.
“Essa investigação que estão fazendo, ela não apura e não apurou absolutamente nada, apenas palavras. Não existem indícios e nem provas. E essas notícias estão apenas se prestando a vender jornais e informações inexatas”, afirmou Esteves.
Suspeita da dinheiro vivo
De acordo com as investigações, Marco Antônio entregava dinheiro vivo para Sérgio Molina Jr., administrador da empresa Colamar, de produtos agropecuários. Uma das donas dessa empresa é Larissa Sacco, ex-procuradora e da Repúbica e mulher de Abdelmassih.
Fantástico também tentou entrar em contato com Molina Jr, mas ele não atendeu as ligações ou retornou os recados deixados. O G1 não localizou Larissa ou os advogados de Abdelmassih para comentarem o assunto.
Quando o advogado de Marco Antônio foi questionado se o médico conhece Molina Jr. e Campelo Maria, ele respondeu que isso poderia ser possível.

A investigação mostrou que Molina Jr. depositava o dinheiro na conta da Colamar e que um homem de confiança de Abdelmassih, Dimas Campelo Maria, era o responsável por sacá-lo e leva-lo até Foz do Iguaçu, no Paraná, fronteira com o Paraguai. Segundo o Ministério Público (MP), Campelo Maria foi nove vezes até Foz entre março do ano passado e maio deste ano.
O Fantástico obteve com exclusividade fotos que mostram o carro de Campelo Maria na região. Por telefone, Campelo Maria negou ao Fantástico que integrasse uma rede de favorecimento ao ex-médico. “O que eu posso dizer é que não é verdade. Nunca atravessei a Ponte da Amizade”, afirmou. E negou ter ido várias vezes até Foz do Iguaçu. “Não, não”.

Ao ser informado que existem fotos do carro que ele utiliza na região da fronteira entre os dois países, Campelo Maria respondeu: “Só se ele foi sozinho”. Em seguida, disse que estava em uma palestra e pediu para que a reportagem ligasse mais tarde. No entanto, não atendeu mais as ligações.

Do G1 São Paulo

23 de ago de 2014

Documentos e central telefônica são apreendidos na casa de Abdelmassih

Bolsas e roupas de grife foram encontradas na residência em Assunção.
Órgão vai analisar registros de contas em nome de ‘Ricardo Galeano’.


A Promotoria e a Polícia Nacional do Paraguai estiveram na casa onde morou o ex-médico Roger Abdelmassih, na Vila Morrá, em Assunção. O grupo esteve por volta das 17h (horário local) para coletar provas e documentos que indiquem possíveis crimes cometidos no país por Abdelmassih e sua mulher, Larissa Sacco. Roupas e bolsas de grife foram encontradas na residência.
Segundo a promotora responsável pela investigação, Lorena Ledesma, foram apreendidos "uma central telefônica na casa com seis celulares, muitos comprovantes de pagamentos, de transações bancárias, financeiras e um computador". Ainda de acordo com Lorena, a casa é "extremamente luxuosa”. “Muito equipada e confortável. Tem tudo que uma família precisa para nem precisar sair do imóvel", disse ao G1.
Receitas médicas também foram apreendidas na casa. "Eles passaram por muitas consultas, tanto Roger como os filhos. Há muitas receitas de medicamentos e comprovantes de compra dos remédios." Lorena disse ter ficado impressionada com a quantidade de sapatos, carteiras e bolsas de grife encontradas. "Eles faziam muitas compras, ainda está tudo na casa. Sapatos caríssimos, carteiras e bolsas caríssimas. Ficou tudo na casa.”
Ainda de acordo com a promotora, Larissa se identificava no Paraguai como Lara e saiu da casa com o motorista "pouco mais de três horas depois de saber da prisão do marido”. “Ela fez algumas malas com roupas pessoais dela e das crianças. [...] Saiu praticamente com a roupa do corpo."
Documentos
A promotora afirmou que vai passar a noite analisando os documentos. "Encontramos registros de duas contas bancárias em nome de Ricardo Galeano [nome falso usado pelo ex-médico no país]. As duas contas em bancos do Paraguai.” A movimentação financeira e comercial era grande, mas em valores de 10 a 15 milhões de guaranis (de R$ 5.311 a R$ 7.966,50, segundo cotação de 22 de agosto), que não são valores altos. Vamos apurar como eles se mantinham no país."
Ela acrescentou que a cópia do documento falso de identidade foi apresentado por Abdelmassih para fechar o contrato para obter a residência. “Ele apresentou o documento para assinar o contrato, segundo nos informou o responsável pela imobiliária."
A promotora afirmou ainda que há problemas com os documentos do Mercedes Benz de Roger Abdelmassih, que ainda permanece na garagem da casa. "A data de fabricação é conflitante com o número de registro do carro. Vamos investigar isso."
Documentos são levados da casa de Abdelmassih (Foto: Glauco Araújo/G1)Documentos são levados da casa de Abdelmassih (Foto: Glauco Araújo/G1)
Carro de Abdelmassih parado na entrada da casa (Foto: Glauco Araújo/G1)Carro de Abdelmassih parado na entrada da casa (Foto: Glauco Araújo/G1)

    MP e Polícia Nacional na casa de Abdelmassih (Foto: Glauco Araújo/G1)
    MP e Polícia Nacional na casa de Abdelmassih (Foto: Glauco Araújo/G1)

    Do G1, em Assunção
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22 de ago de 2014

Entenda como lei e recursos afetarão tempo de Abdelmassih na prisão

Condenado a 278 anos por estupros, ex-médico foi preso na terça-feira.
Especialistas ouvidos pelo G1 explicam pontos polêmicos do caso.


A pena de 278 anos que Roger Abdelmassih precisa cumprir pode ser alterada por recursos e esbarrar em limitações previstas na legislação penal. O G1 ouviu juristas que explicam os próximos passos no caso: na opinião deles, o ex-médico condenado por 48 estupros dificilmente sairá da prisão apesar de apelações, da idade e de supostos problemas de saúde. 
Veja abaixo cada um dos pontos polêmicos e dúvidas do processo:

RECURSOS
Os advogados de defesa de Abdelmassih entraram com uma apelação no próprio Tribunal de Justiça de São Paulo logo após a condenação em novembro de 2010. Os defensores querem reduzir a pena, absolvição e anulação do julgamento. Eles consideram que, diante da apelação, a sentença não “transitou em julgado”. Eles dizem também aguardar julgamento de habeas corpus em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF).

Entretanto, juristas explicam que, mesmo se forem aceitos os recursos feitos pela defesa a instâncias superiores, Abdelmassih seguirá aguardando as decisões na prisão. Ele não poderia ser libertado, na avaliação dos especialistas, porque foi emitida uma “medida cautelar da Justiça” depois da fuga em 2011. Por isso, para obter algum recurso que levasse à espera de novo julgamento em liberdade, a defesa ainda teria de convencer a Justiça de que o ex-médico não voltaria a fugir do país.

PRESCRIÇÃO DOS CRIMES
Na opinião do professor Gustavo Badaró, uma das metas da defesa é obter a liberdade. Depois disso, os defensores continuariam com recursos sucessivos contra um novo julgamento para ganhar tempo até a prescrição de alguns crimes. A acusação de estupro, por exemplo, tem pena máxima prevista de dez anos.

“A principal chance de Abdelmassih sair da prisão seria a anulação do julgamento e a defesa dele ficar tentando seguidamente o adiamento do segundo júri, para que houvesse a prescrição de alguns crimes”, disse o professor Gustavo Badaró, de Direito Processual Penal da Universidade de São Paulo (USP).
Apesar disso, a anulação do julgamento em segunda instância pelo TJ é considerada muito difícil. "Tem que provar que houve um erro procedimental no julgamento", explica o professor Thiago Bottino, especialista em Direito Penal da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio).

IDADE DO RÉU
Abdelmassih tem atualmente 70 anos. A idade do réu é um dos itens considerados no cálculo da prescrição dos crimes. Entretanto, a idade não influenciaria na atual condenação. Ela teria impacto em um segundo julgamento.
Por causa da idade, os prazos para prescrição de crimes cairiam pela metade, conforme estipula a lei para réus acima dos 70 anos; ou seja, 6 e 8 anos respectivamente, conforme, sempre ressaltando, cada uma das sentenças para cada crime. Desta forma, alguns crimes,  poderiam prescrever nestes prazos caso não seja realizado um novo julgamento.

PRISÃO DOMICILIAR E DOENÇA
De acordo com os especialistas, atualmente Abdelmassih cumpre prisão cautelar. “A lei prevê que o condenado cumpra prisão domiciliar apenas se tiver mais de 80 anos ou se estiver extremamente debilitado, por motivo de doença grave”, explicou Badaró. A lei determina que o preso de idade avançada pode ir para prisão domiciliar, mas não necessariamente afirma que ele deve ir para esse tipo de confinamento.

Bottino lembrou de outros casos de réus com idade avançada, mas que não comprovaram problemas de saúde. O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, por exemplo, passou um ano na cadeia aos 86 anos de idade antes de comprovar saúde debilitada - e diversos outros períodos antes disso. O jornalista Pimenta Neves, outro exemplo, foi preso em regime fechado em 2011, aos 74 anos de idade.

“Se ele vai continuar ou não preso vai depender dos advogados conseguirem demonstrar que o caso de saúde é tão grave que não poderia realizar o tratamento médico na prisão. Haja laudo médico para conseguir demonstrar isso, o ônus vai ser da defesa”, disse Bottino.

PROGRESSÃO PARA SEMIABERTO
Para os especialistas, não haverá tempo para que Abdelmassih aproveite do benefício do regime semiaberto, no qual o preso passa o dia fora da cadeia, trabalhando, e retorna para dormir.

“Se os crimes foram cometidos antes de 2007, a progressão para o semiaberto viria com um 1/6 da pena. Neste caso, o cálculo é feito com base no total da pena (de 278 anos). Ou seja, são mais de 40 anos para se chegar a este benefício. Mas, sempre ressaltando, que para se fazer esse cálculo depende se a pena vai aumentar ou não”, ressaltou Alexis Couto de Brito, professor da disciplina de Direito Penal e Processual do Mackenzie-SP.

No caso, o ex-médico só teria direito ao benefício de passar o dia fora da cadeia em regime semiaberto em 46 anos. Como esse período passa da pena máxima para um preso no Brasil, ele teria de cumprir 30 anos em regime fechado. Abdelmassih só ganharia o direito de ir para semiaberto ao 101 anos.
Do G1 São Paulo

Polícia Federal erradica aproximadamente 300 mil pés de maconha em PE

Ação visa diminuir a oferta da droga na capital pernambucana, no Agreste e no Sertão (Foto: Divulgação/Polícia Federal)


Cidades da Bahia e de Alagoas também receberam a ação
Uma operação da Polícia Federal de Pernambuco (PF-PE) resultou na erradicação de 300 mil pés de maconha, suficientes para produzir 100 toneladas da droga, no Sertão de Pernambuco. A ação foi finalizada nessa quinta-feira (21) e divulgada nesta sexta (22). Foram destruídos 78 plantios e 139 mil mudas, além de 1,167 kg da droga pronta para consumo.
Iniciada em 11 de agosto, a ação foi deflagrada em Orocó, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Belém do São Francisco, Carnaubeira da Penha, Floresta, Betânia, Manari, Glória (BA), Paulo Afonso (BA) e Mata Grande (AL).
A operação Angico II (nome dado à vegetação nativa), foi realizada com o apoio da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e a Secretaria de Segurança Pública do Ceará. Participaram 45 policiais federais e 15 policiais militares do Grupo Tático Aéreo, do Corpo de Bombeiros e da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência na Área de Caatinga (Ciosac). Três aeronaves foram utilizadas na ação.
Durante o ano, a PF realiza de três a quatro operações de erradicação de maconha, o que faz a oferta da droga diminuir na capital pernambucana, bem como no Agreste e Sertão. O ciclo produtivo da cannabis é acompanhado de perto por policiais federais e quando vai se aproximando o período da colheita, novas ações são realizadas coibindo assim a secagem e consequente introdução no mercado consumidor.

21 de ago de 2014

Paraguai investiga uso de documento falso por Roger Abdelmassih

Diretor do órgão disse que ex-médico usou nome de Ricardo Galeano.
Perícia deve dizer se identificação foi falsificada ou adulterada.


Paraguai investiga uso de documento falso por Roger Abdelmassih (Foto: Reprodução)Paraguai investiga uso de documento falso por Roger Abdelmassih (Foto: Departamento de Identificação do Paraguai)
O Departamento de Imigração do Paraguai vai apurar a origem do documento usado pelo ex-médico Roger Abdelmassih no país. Segundo o superintendente do órgão, Gilberto Gauto, uma cópia da identificação deve ser periciada para saber se foi adulterada ou falsificada
O número do documento é 367466 e foi emitido em 2009 em nome de Ricardo Galeano, com data de nascimento de 6 de fevereiro de 1949. Ainda segundo Gauto, o documento apresenta como origem de emissão a cidade de Presidente Hayes, na Colônia Rodríguez Francia. A foto da identidade paraguaia é de Abdelmassih.
“Esta cédula de identidade não foi emitida de forma legal. Nos resta saber, agora, se foi adulterada ou se foi falsificada. Precisamos saber, e só a perícia pode nos dizer, se a foto foi incluída no documento de um verdadeiro Ricardo Galeano ou se já foi criada com a foto dele [Roger Abdelmassih]. O que podemos dizer é que este documento não foi feito pelo Departamento de Identificação do Paraguai”, disse Gauto ao G1.
O superintendente afirmou ainda que espera obter o documento usado por Abdelmassih no Paraguai e certificar se ele usou essa identificação para fazer transações financeiras no país.
O diretor de Imigração do Paraguai, Jorge Kronawetter, disse que a mulher de Abdelmassih, Larissa Sacco, e seus dois filhos podem ser expulsos do país da mesma forma como ocorreu com o ex-médico brasileiro, nesta quarta-feira (20).
O ex-médico Roger Abdelmassih (centro), de 70 anos, que foi recapturado na cidade de Assunção, no Paraguai, chega ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo (Foto: William Volcov/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)Ex-médico chegou algemado e de colete.
(Foto: William Volcov/Brazil Photo
Press/Estadão Conteúdo)
“Temos uma certeza, que é a de que Roger Abdelmassih nunca entrou no Paraguai com esse nome [verdadeiro]. Não há registro da entrada dele de maneira legal no país. Ainda não temos em mãos o documento com o nome que ele usou para entrar e nem como ele entrou no país, mas não foi legalmente”, disse Kronawetter.
A investigação vai permitir, por exemplo, saber se Roger Abdelmassih cometeu outros crimes no Paraguai. “Não temos certeza ainda se Larissa Sacco entrou no país, mas é muito provável que ela tenha usado a mesma estratégia do marido", afirmou.

"Se eles usaram documento falso, isso tem uma consequência jurídica, que é a expulsão do país. Se eles usaram documentos falsos para abrir ou movimentar contas bancárias, eles poderão responder por lavagem de dinheiro. Se a primeira hipótese se confirmar [uso de documentos falsos], os filhos e a mulher dele seguramente poderão ser expulsos”, disse Kronawetter.
Rede de contatos
Para conseguir viver no anonimato, ostentando luxo e desfrutando de conforto, o brasileiro contava com apoio de uma rede local de proteção que incluiu políticos, policiais corruptos e até dirigentes internacionais de futebol, segundo o ministro antidrogas do Paraguai, Luis Alberto Rojas.
Apesar de ter feito o apontamento, a autoridade local não quis revelar nomes para não atrapalhar as investigações, que agora deverão ser comandadas pelo Ministério Público do Paraguai e pelo órgão responsável pela imigração do país.
Essa influência de Abdelmassih fez com que ele pudesse passar três anos no Paraguai sem ser incomodado, principalmente pela polícia do país. "Ainda não sabemos se esse apoio influente que ele tinha o ajudou a entrar no país, a permanecer no país como estava, a talvez usar documentos falsos. Isso ainda está sendo investigado, a mulher dele será chamada para prestar depoimento sobre os documentos dos filhos, dela e do próprio Roger", disse Rojas.
Mapa do Paraguai (Foto: Arte/G1)
Segundo a investigação do governo paraguaio, Abdelmassih levava vida de luxo, tinha babás, cozinheira, enfermeira, chofer, seguranças, frequentava restaurantes caros e exclusivos com a mulher e usava o nome Ricardo.
"A gente achava que ele era um embaixador brasileiro ou um empresário milionário. Ele se mudou para essa casa há três anos, foi quando começou a ter movimento na casa. Eles trocavam de empregados de dois em dois meses", disse um dos moradores, vizinho de calçada.
Rojas também afirmou que Abdelmassih morava em uma casa luxuosa em um bairro nobre da capital paraguaia, pela qual pagava um aluguel de US$ 2,5 mil. "Para muita gente ele se identificou como empresário do ramo de investimento em projetos sociais", disse o ministro parauaio. O ex-médico usava o nome Ricardo.
Um dos automóveis era um Mercedes modelo E 350, em nome de Juan Gabriel Cortaza. A polícia informa que o carro foi vendido, mas não foi transferido por Abdelmassih. Já para os filhos, havia num Kia Carnival modelo 2012, em nome da empresa Gala Import e Export S/A.
O ex-médico era monitorado por uma equipe da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) e da Polícia Federal brasileira há oito dias.  Abdelmassih foi preso quando saía de um estabelecimento comercial, no bairro Villa Morrá, em Assunção, às 14h30. Ele estava acompanhado da mulher.
 
Casa onde vivia Roger Abdelmassih enquanto estava foragido em Assunção, no Paraguai (Foto: Glauco Araújo/G1)Casa onde vivia Roger Abdelmassih enquanto estava foragido em Assunção. (Foto: Glauco Araújo/G1)
Carro que era utilizado pelo ex-médico Roger Abdelmassih. (Foto: Glauco Araújo/G1)Carro que era utilizado pelo ex-médico Roger Abdelmassih. (Foto: Glauco Araújo/G1)
Policiais vigiaram rotina de Abdelmassih com a mulher. (Foto: Arquivo/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)Policiais vigiaram Abdelmassih com a mulher. (Foto: Arquivo/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
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Policiais vigiaram rotina de Abdelmassih com a mulher. (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)Policiais vigiaram rotina de Abdelmassih. (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
Em imagem de arquivo, Larissa, mulher do ex-médico Roger Abdelmassih (Foto: Reprodução/TV Globo)
Em imagem de arquivo, Larissa, mulher do ex-médico Roger Abdelmassih (Foto: Reprodução/TV Globo)
Do G1, em Assunção

Policial Federal da Argentina é morto em Natal; família reconhece corpo

Delegacia do Turista acredita que estrangeiro foi vítima de atropelamento.
Eduardo Tomás Galeano, de 61 anos, morreu no Hospital Walfredo Gurgel.


Eduardo Tomás Galeano, de 61 anos (Foto: Divulgação/Polícia Civil do RN)Eduardo Tomás Galeano, de 61 anos
(Foto: Divulgação/Polícia Civil do RN)
A Delegacia de Atendimento ao Turista da capital potiguar está investigando a morte de um policial federal da Argentina. A princípio, segundo a polícia, o estranheiro foi vítima de um atropelamento na Rota do Sol, uma das avenidas que dá acesso às praias do litoral Sul da Grande Natal. “Estamos tentando descobrir quem o atingiu e se o atropelamento foi culposo ou doloso, ou seja, se houve ou não a intenção de matar”, afirmou um policial ao G1.
Segundo a equipe de investigação da delegacia, Eduardo Tomás Galeano, de 61 anos, chegou à capital potiguar no último dia 5 e se hospedou em um hotel na praia de Ponta Negra. No dia 9, no entanto, ela saiu e não retornou. Já no dia 19, o gerente do hotel procurou a Deatur para comunicar o desaparecimento do hóspede.
“Começamos a investigar e fomos informados pelo Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel que lá havia o corpo de um homem com as mesmas características da pessoa que estávamos procurando. Avisamos a família e a irmã dele veio a Natal. Ela reconheceu o irmão e confirmou que ele é policial federal na Argentina”, acrescentou o policial.
A equipe de investigação da Deatur acrescentou que o corpo do estrangeiro foi levado do necrotério do hospital para a sede do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), onde a irmã irá providenciar a liberação para o traslado.
A Deatur tenta conseguir imagens de alguma câmera de segurança na região da Rota do Sol que possam mostrar o atropelamento e ajudar na identificação do veículo que eventualmente causou a morte do argentino.
“Por enquanto, tudo o que sabemos é que o estrangeiro foi socorrido ao hospital como vítima de atropelamento. Agora temos que confirmar o que realmente aconteceu com ele e descobrir quem são os responsáveis”, pontuou o policial.
Do G1 RN

20 de ago de 2014

No Paraguai, Abdelmassih tinha carro de luxo, chofer e usava nome Ricardo

Prisão foi feita em Assunção pelo governo paraguaio com apoio da PF.
Condenado a 278 anos de prisão, Abdelmassih era procurado desde 2011


Casa onde vivia Roger Abdelmassih enquanto estava foragido em Assunção, no Paraguai (Foto: Glauco Araújo/G1)
Casa onde vivia Roger Abdelmassih enquanto estava foragido em Assunção. (Foto: Glauco Araújo/G1)
O ex-médico Roger Abdelmassih, 70 anos, preso nesta terça-feira (20) em Assunção, no Paraguai, levava vida de luxo, segundo autoridades do país. Tinha babás, chofer, seguranças, frequentava restaurantes caros e exclusivos com a mulher e usava o nome Ricardo.
As informações foram repassadas pelo ministro antidrogas do Paraguai, Luis Alberto Rojas, que também afirmou que Abdelmassih morava em uma casa luxuosa em um bairro nobre da capital paraguaia, pela qual pagava um aluguel de US$ 2,5 mil.
Um dos automóveis era um Mercedes modelo E 350, em nome de Juan Gabriel Cortaza. A polícia informa que o carro foi vendido, mas não foi transferido por Abdelmassih. Já para os filhos, havia um Kia Carnival modelo 2012, em nome da empresa Gala Import e Export S/A.
O ex-médico era monitorado por uma equipe da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) e da Polícia Federal brasileira há oito dias.  Abdelmassih foi preso quando saía de um estabelecimento comercial, no bairro Villa Morrá, em Assunção, às 14h30. Ele estava acompanhado da mulher (veja fotos abaixo).

O brasileiro contava com apoio de uma rede local de proteção que incluiu políticos, policiais corruptos e até dirigentes internacionais de futebol, segundo o ministro antidrogas do Paraguai.
Apesar de ter feito o apontamento, a autoridade local não quis revelar nomes para não atrapalhar as investigações, que agora deverão ser comandadas pelo Ministério Público do Paraguai e pelo órgão responsável pela imigração do país.
O médico Roger Abdelmassih desembarca no Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo, após ser preso no Paraguai (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)Abdelmassih desembarca no Aeroporto de
Congonhas. (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura
Press/Estadão Conteúdo)
"Tivemos a rapidez de conseguir a expulsão dele de imediato, pois ele estava sem os documentos pessoais e havia um pedido de prisão contra ele. A velocidade da expulsão, que ocorreu dentro da lei, poderia prejudicar o julgamento dele pelos crimes que ele cometeu no país dele. Ele tem contatos influentes, tanto no Brasil como no Paraguai, muito influentes, desde políticos, policiais corruptos e até dirigentes internacionais do futebol", disse o ministro.

Essa influência de Abdelmassih fez com que ele pudesse passar três anos no Paraguai sem ser incomodado, principalmente pela polícia do país. "Ainda não sabemos se esse apoio influente que ele tinha o ajudou a entrar no país, a permanecer no país como estava, a talvez usar documentos falsos. Isso ainda está sendo investigado, a mulher dele será chamada para prestar depoimento sobre os documentos dos filhos, dela e do próprio Roger", disse Rojas.
Segundo a investigação do governo paraguaio, Abdelmassih levava vida de luxo, tinha babás, cozinheira, enfermeira, chofer, seguranças, frequentava restaurantes caros e exclusivos com a mulher e usava o nome Ricardo.
"A gente achava que ele era um embaixador brasileiro ou um empresário milionário. Ele se mudou para essa casa há três anos, foi quando começou a ter movimento na casa. Eles trocavam de empregados de dois em dois meses", disse um dos moradores, vizinho de calçada.
Carro que era utilizado pelo ex-médico Roger Abdelmassih. (Foto: Glauco Araújo/G1)Carro que era utilizado pelo ex-médico Roger Abdelmassih. (Foto: Glauco Araújo/G1)
Condenação e fuga
Roger Abdelmassih tem 70 anos e era considerado um dos principais especialistas em reprodução humana no Brasil. Ele foi condenado pela Justiça a 278 anos de reclusão pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor.
Ele estava foragido desde 2011 e  foi preso na tarde de terça-feira (19) em Assunção, capital do Paraguai.  Abdelmassih foi condenado por estuprar, 37 pacientes, que disseram ter sido atacadas dentro da clínica que ele mantinha na Avenida Brasil, na região dos Jardins, área nobre da cidade de São Paulo. Ao todo, ele foi acusado ter cometido 48 ataques, entre estupros e atentado violento ao pudor.
Roger Abdelmassih é fichado pela polícia paraguaia após ser preso em Assunção. Médico é condenado a 278 anos de prisão por estupro contra 39 pacientes (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)Abdelmassih é fichado pela polícia paraguaia após
ser preso em Assunção. (Foto: Divulgação/
Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
Conforme o delegado Marcos Paulo Pimentel, oex-médico vivia ilegalmente no país vizinho, não trabalhava e morava com a mulher em uma residência de luxo em Assunção. As investigações concluíram que ele saiu do Brasil por uma fronteira terrestre. Todavia, Pimentel não soube precisar qual foi a rota usada.
Médico alegava inocência
O ex-médico sempre alegou inocência. Chegou a dizer que só ‘beijava’ o rosto das pacientes e vinha sendo atacado por um "movimento de ressentimentos vingativos". Mas, em geral, as mulheres o acusaram de tentar beijá-las na boca ou acariciá-las quando estavam sozinhas - sem o marido ou a enfermeira presente.
Algumas disseram que foram molestadas após a sedação. De acordo com a acusação, parte dos 8 mil bebês concebidos na clínica de fertilização também não seriam filhos biológicos de quem fez o tratamento.
Disfarces
Para chegar ao ex-médico, a Polícia Federal usou um programa específico, que montou várias imagens com a foto de Abdelmassih. Nelas, o sistema fez projeções de como ficaria o rosto dele com fantasias e disfarces, como tintura capilar, uso de chapéus e óculos escuros.
As denúncias contra o médico começaram em 2008. Abdelmassih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor. Ele chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009, mas recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de responder o processo em liberdade.
Em 23 de novembro de 2010, a Justiça o condenou a 278 anos de reclusão. Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.
Mapa do Paraguai (Foto: Arte/G1)
O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia.
Em maio de 2011, Abdelmassih teve o registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
Lavagem de dinheiro
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que vai investigar uma possível rede de favorecimentos à fuga do ex-médico. Segundo os promotores, os integrantes dessa rede e o próprio Abdelmassih teriam cometido uma série de outros crimes, como falsidade ideológica e falsidade material, além de lavagem de dinheiro para que o ex-médico tivesse condições de fugir do Brasil e se manter fora do país, conforme o procurador-geral de Justiça Márcio Fernando Elias Rosa e o promotor Luiz Henrique Cardoso Dal Poz.
A quantidade de pessoas, a identidade delas e a relação delas com o fugitivo não foram informados pelo Ministério Público. "As investigações têm continuado para responder a todas estas questões", disse Rosa.
Vítimas celebram prisão
Uma página no Facebook, usada por uma associação de vítimas do ex-médico, comemorou a notícia da prisão. No perfil particular de algumas das vítimas, há postagens comemorativas. “uhu, conseguimos”, diz uma das mulheres.
Uma das noras do ex-médico, afirmou que "a justiça foi feita", ao se referir sobre a prisão do sogro. Segundo ela, a família não vai se pronunciar mais sobre o caso, para preservar os descendentes mais novos. "A gente não quer falar por conta dos filhos e netos", explicou.
Policiais vigiaram rotina de Abdelmassih com a mulher. (Foto: Arquivo/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)Policiais vigiaram Abdelmassih com a mulher. (Foto: Arquivo/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
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Policiais vigiaram rotina de Abdelmassih com a mulher. (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)Policiais vigiaram rotina de Abdelmassih. (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)Do G1, em Assunção

PF faz ação contra pornografia infantil na internet em 14 estados e no DF

Polícia cumpre 42 mandados de busca e apreensão.
No PA, empresa de consultoria em educação está sendo investigada.


A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (19) uma operação contra  a pornografia infantil divulgada na internet. Coordenada pela Superintendência de Belém, a ação ocorre em 14 estados, além do Distrito Federal. Até o encerramento da operação, segundo a delegada Patrícia Bicalho, 11 pessoas foram presas. O material apreendido será examinado.
De acordo com PF, 230 agentes federais deverão cumprir 42 mandados de busca e apreensão de computadores nos estados do Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, além do Distrito Federal.
As prisões foram realizadas em seis estados, sendo uma na Bahia, uma no Espírito Santo, duas em Minas Gerais, duas no Paraná, uma no Rio Grande do Sul e quatro em São Paulo.
Os suspeitos foram encontrados com material pornográfico de crianças e adolescentes. "Ainda não temos a comprovação de que eles produzam este material, então serão indiciados pelos crimes de armazenamento e troca de pornografia infantil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente", disse a delegada. Caso sejam condenados pelos dois crimes as penas podem variar de 4 a 10 anos de prisão.
Segundo a PF, 11 pessoas foram presas em 6 estados (Foto: reprodução / TV Liberal)Segundo a PF, 11 pessoas foram presas em 6
estados (Foto: Reprodução / TV Liberal)
Redes sociais
Ainda de acordo com a delegada Bicalho, a investigação começou em 2013, após o trabalho de monitoramento da polícia detectar compartilhamento das imagens pornográficas em redes sociais. "Eles todos utilizaram a mesma rede social para trocar arquivos. A operação começou no Pará, fizemos um trabalho sistemático de monitoramento", disse Bicalho, que não divulgou a rede social utilizada pelos pedófilos para não prejudicar as investigações.
Os policiais irão investigar nos endereços se houve acesso de usuários a programas de compartilhamento de fotos e vídeos de nudez de crianças e adolescentes e até de cenas de abuso sexual na internet.
Pará
Na capital paraense, 12 agentes federais foram deslocados para endereços no bairro do Umarizal, em Belém, e em Marituba, na região metropolitana de Belém.
De acordo com a Polícia Federal, uma empresa de consultoria em educação que presta serviços na elaboração de projetos na área para prefeituras do Pará e auxilia profissionais no segmento teve os computadores investigados na manhã desta terça, mas não foram encontrados materiais armazenados no local.
"Esta empresa é como um centro de treinamento que fornece internet wi-fi para os alunos. Temos registrada transmissão de pornografia por este IP (protocolo de internet), mas o material não foi encontrado nos computadores. Tudo leva a crer que um dos alunos teria utilizado as máquinas para esta finalidade, mas como não houve armazenamento a empresa foi isentada de responsabilidae". Disse a delegada Bicalho, que acredita poder chegar em quem compartilhou a imagem através da análise de dados. "Pela internet tudo pode ser rastreado", conclui.
Discos rígidos foram apreendidos na Zona Norte de Porto Alegre (Foto: Divulgação/PF)Discos rígidos foram apreendidos na Zona Norte
de Porto Alegre (Foto: Divulgação/PF)
Amazonas
Em Manaus os agentes da Polícia Federal apreenderam pen drives e HDs em uma casa situada no bairro Educandos, Zona Sul da capital. A PF informou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido por volta das 6h, no Beco da Igreja. Ainda segundo a assessoria da Polícia Federal, o material apreendido foi encaminhado para perícia, que deve verificar a existência de vídeos e fotos contendo pornografia infantil.
Espírito Santo
No Espírito Santo, um homem de 22 anos foi preso em São Mateus, na região norte do estado. O jovem foi detido em casa com um computador e um pen drive contendo imagens de cenas de sexo explícito com crianças e fotos eróticas de menores de idade. Segundo o delegado da Polícia Federal, o homem não mostrou resistência durante a prisão e colaborou com os policiais indicando onde o material ilegal estava guardado.
Goiás
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma casa de Anápolis, a 55 km de Goiânia, durante uma operação nacional de combate à pornografia infantil na internet. Um notebook foi apreendido e o proprietário, cuja identidade não foi revelada, vai responder em liberdade pelo crime.
Minas Gerais
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão no estado mineiro, sendo três na capital, dois em Governador Valadares, na Região dos Vales, e um em Guaxupé, no sul de Minas. Um homem de 43 anos foi preso em flagrante em GV. Segundo a PF, na casa dele foram econtrados um notebook, oito HDs de computador, um pendrive e vários DVDs. O suspeito pode pegar até quatro anos de prisão por pornografia infantil, e tem a opção de fiança, com valor não divulgado. Outro homem foi preso em Divinópolis. A identidade dos suspeitos não foi revelada pela polícia.
Paraná
No Paraná os mandados de prisão foram cumpridos em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, e em Santa Fé, no norte do estado. Um malote foi apreendido durante o cumprimento das prisões, mas a PF não soube especificar o conteúdo do material. Duas pessoas foram presas.

Rio Grande do Sul
Em Porto Alegre, um jovem de 19 anos foi preso na Zona Norte da cidade. A Polícia Federal apreendeu discos rígidos onde o suspeito guardaria imagens pornográficas de pedofilia.
São Paulo
Em Araçatuba, policiais cumpriram mandados de busca na casa de um professor de 37 anos que dá aulas na rede pública de ensino e já vinha sendo investigado pela Polícia Federal. No local, a polícia apreendeu computadores que podem conter imagens de pornografia de crianças e adolescentes. Ele foi levado para a delegacia, prestou depoimento, pagou fiança e vai responder ao inquérito em liberdade. Outras três pessoas foram presas na capital paulista.
Do G1 PA
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